O jantar oferecido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e outros líderes na Granja do Torto na quarta-feira (4) pode ter marcado o início de uma importante aliança política visando as eleições de 2026. O encontro, que contou com a presença de diversos ministros e líderes do Congresso, foi realizado em clima descontraído, mas com claros objetivos políticos.
De acordo com informações obtidas pela imprensa, o jantar teve cardápio sofisticado, incluindo pirarucu, em vez do churrasco inicialmente previsto, e diversos pratos que remetiam à culinária brasileira. O ambiente foi marcado por conversas informais e até mesmo pela execução de canções, incluindo um samba-enredo que uma escola de Niterói apresentará no carnaval em homenagem a Lula.
Segundo Rodrigues, aproximação entre Lula e Hugo Motta tem sido observada há algum tempo e o jantar reforça essa tendência. Nos bastidores, comenta-se que o presidente da Câmara dos Deputados tem enviado sinais claros de disposição para apoiar uma eventual candidatura de Lula à reeleição em 2026.
Essa movimentação ficou evidente quando Hugo, durante seu discurso de abertura dos trabalhos legislativos, sinalizou prioridade para a aprovação da MP do Gás do Povo, medida importante para o governo federal. A proposta foi posteriormente aprovada tanto na Câmara quanto no Senado, demonstrando a capacidade de articulação do presidente da Casa.
Interesses mútuos
A aproximação entre os dois políticos parece atender a interesses de ambos os lados. Enquanto Lula busca ampliar sua base de apoio para uma possível candidatura à reeleição, Hugo Motta estaria interessado em garantir respaldo para sua própria reeleição à presidência da Câmara dos Deputados no início do próximo ano.
Fontes próximas a Hugo indicam que ele tem sentido pressão do Centrão e vê na aproximação com Lula uma forma de fortalecer sua posição política. Embora sua reeleição como deputado seja considerada praticamente certa, o parlamentar paraibano tem demonstrado especial interesse em se manter no comando da Câmara, posição estratégica no cenário político nacional.

