A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) deverá ser escolhida para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A indicação, feita sob acordo com outros partidos, deverá ser submetida à votação na próxima semana.
A deputada será a primeira mulher trans a ocupar a presidência da Comissão na história do Parlamento.
Erika Hilton quer aproveitar a escolha para ampliar o debate sobre políticas de gênero e incluir na agenda de debate acerca do tema do transfeminicídio.
O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo. Oitenta assassinatos foram registrados em 2025, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais. O número caiu em relação a 2024, quando houve registro de 122 mortes, mas ainda mantém o país no topo do ranking há quase 18 anos.
Na Câmara, além do debate sobre gênero e combate à violência trans, Erika Hilton é autora de uma das principais agendas do governo, a PEC que acaba com a escala 6×1, que promete avançar na Câmara.
Leia também: Em voto, Alexandre de Moraes diz que Marielle estava “peitando os interesses” da milícia
Leia também: Após reunião com André Mendonça, Eduardo Braga diz que Daniel Vorcaro deve depor na terça (3)
Leia também: Câmara reverte alterações do Senado e aprova PL Antifacção

