O médico de Jair Bolsonaro (PL), Brasil Caiado, afirmou nesta quarta-feira (7) que o traumatismo craniano sofrido pelo ex-presidente após a queda na cela da Superintendência da PF (Polícia Federal) não é preocupante.
Inicialmente, a equipe médica chegou a suspeitar de crises convulsivas, hipótese que não foi confirmada pelos exames. O relatório médico apontou apenas lesão em partes moles nas regiões temporal e frontal direita do crânio, sem comprometimento interno.
Segundo Caiado, o resultado foi considerado positivo para o ex-presidente.
“Em relação aos exames que foram feitos hoje, nós observamos uma lesão em partes moles na região temporal direita e frontal direita, caracterizando um traumatismo leve. Não há lesão intracraniana, o que é bom para ele. Trata-se de uma lesão extra, que não é preocupante”, afirmou o médico em entrevista coletiva.
De acordo com Caiado, o quadro clínico de Bolsonaro não indica agravamento no momento e, por isso, foi orientado o retorno à Superintendência da Polícia Federal.
O médico chamou atenção ainda para a frequência desses episódios, que podem estar relacionados à combinação de medicamentos utilizados no tratamento de crises de soluços, consideradas de difícil controle. Segundo ele, a equipe enfrenta um dilema clínico entre suspender os remédios ou mantê-los, assumindo possíveis riscos.
“A partir dessa primeira avaliação, há uma suspeita inicial de que possa se tratar de interação medicamentosa. O presidente faz uso de vários medicamentos para o tratamento de soluços”, disse Caiado. “Estamos diante de um problema: se esses quadros forem recorrentes e o colocarem em uma zona de maior risco, temos que suspender a medicação ou mantê-la e correr o risco.”
Por fim, o médico informou que a equipe médica seguirá avaliando os próximos passos do acompanhamento clínico.

