Parlamentares da esquerda e da direita se manifestaram nas redes sociais após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetar na manhã desta quinta-feira (8) o texto do PL (projeto de lei) da Dosimetria, que promovia a redução de penas dos condenados por participarem dos atos criminosos do 8 de Janeiro.
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, disse que “o veto será derrubado na primeira sessão do Congresso”. Já um requerimento apresentado pela deputada Carol De Toni (PL-SC), com apoio de outros membros da bancada bolsonarista na Câmara e no Senado, tenta a realização ainda em janeiro de uma sessão do Congresso Nacional.
Já o líder do PT, Lindbergh Farias, celebrou o momento e disse que mobilizarão as redes e as ruas para que o veto não seja derrubado.
Aprovado pelo Congresso em dezembro do ano passado, a proposta também beneficiava aqueles que participaram da elaboração de um plano de golpe para tirar Lula do poder e manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Presidência.
De forma simbólica, a assinatura do veto se deu durante cerimônia organizada pelo governo Lula para marcar os três anos do 8 de Janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram os prédios dos Três Poderes pedindo por uma intervenção federal.
O evento, que tem como objetivo “reforçar os valores da democracia”, se dá em um momento em que políticos de direita do país defendem a redução de penas.
Com mais de 800 condenações pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os julgamentos relacionados ao plano de golpe de Estado também resultaram na prisão de Bolsonaro, considerado o maior nome da direita brasileira, e de generais das Forças Armadas.
No Legislativo, o tema causou embate ao longo de todo o ano de 2025 entre governistas e oposição. Lula já havia manifestado publicamente a intenção de barrar a proposta.

