A PF (Polícia Federal) e a PGR (Procuradoria-Geral da República) foram sondadas por interlocutores do ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre a disposição em um eventual acordo de delação premiada.
Segundo relatos feitos à CNN, a conversa foi preliminar e teve como objetivo consultar os investigadores do caso do Master caso o empresário mude de posição.
Hoje, dizem os advogados do ex-banqueiro, ele não pretende fechar um acordo de delação premiada. No entanto, o entorno do empresário tem estudado possibilidades em virtude da nova prisão preventiva, decretada semana passada.
Há uma avaliação entre aliados de Vorcaro de que ele passou a considerar a possibilidade de delação a partir da prisão para tentar proteger o avanço da investigação sobre familiares.
O cunhado do empresário, Fabiano Zettel, também está preso. Já o pai do ex-banqueiro, Henrique Vorcaro, foi citado pela PF por ocultar R$ 2,2 bilhões de vítimas do Master em seu nome na gestora Reag.
Nesta semana, Vorcaro recebeu a visita do advogado na prisão federal em Brasília. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que a conversa não fosse gravada.
A Polícia Federal afirma, nos bastidores, que não tem a intenção de celebrar um acordo para reduzir a pena de Vorcaro caso ele não tenha elementos novos e fortes para entregar.
No Congresso Nacional, integrantes do bloco do centrão têm defendido que Vorcaro volte ao cumprimento de medidas cautelares em regime domiciliar. O argumento é de que os crimes cometidos pelo ex-banqueiro foram realizados antes de sua primeira prisão, não justificando a permanência em regime fechado.
A defesa também se relaciona a um temor de delação premiada, já que a Polícia Federal começou agora a investigação sobre o pagamento de propina do então Banco Master, hoje liquidado pelo BC (Banco Central), para a classe política.

