A Polícia Federal (PF) montou uma força-tarefa para colher 35 depoimentos restantes no caso das fraudes bilionárias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
As intimações — e alguns convites— foram enviados após a PF fechar a delação premiada do empresário Mauricio Camisotti, apontado como centro financeiro do esquema de descontos associativos nos contracheques de aposentados e pensionistas. O conteúdo da colaboração foi enviado na semana passada ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Um dos convites foi feito à empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que trabalhou para Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Roberta foi alvo de busca e apreensão em uma das fases da operação Sem Desconto, em dezembro passado, depois que a PF detectou que ela recebeu pagamentos de R$ 1,5 milhão do “Careca do INSS”, suspeito de liderar o esquema de desvios.
Em relatório da PF, foram apontados indícios de que ela seria a intermediária entre Antunes e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que seria um sócio oculto do “Careca do INSS”.
A defesa de Roberta disse à imprensa que recebeu um e-mail indagando se ela gostaria de prestar depoimento pessoal. Não foi marcada uma data para o interrogatório.
“Esclarecemos que ela havia prestado minuciosos esclarecimentos por escrito e que estava à disposição para prestar qualquer esclarecimento suplementar que fosse necessário”, explicou o advogado Bruno Salles.
Ex-assessores do senador Weverton Rocha (PDT), vice-líder do governo Lula no Senado, foram intimados, além de ex-servidores do INSS.
Investigadores da PF ouvidos pela imprensa dizem que esse inquérito será enviado ao STF “brevemente”, na expectativa de ser finalizado dentro do prazo máximo de um mês. A força-tarefa dos interrogatórios é a última fase.

