O presidente da CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), requisitou ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) o envio de relatório de Inteligência financeira de Fábio Luís da Silva, o Lulinha.
Carlos Viana requereu que seja disponibilizado, em um prazo de até cinco dias úteis, relatório de inteligência financeira relativo ao período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026.
O requerimento que pede a quebra de sigilo de Lulinha foi aprovado pela CPMI nessa quinta-feira (26). A votação, entretanto, foi marcada por confusão entre parlamentares na comissão parlamentar. A base governistas questiona o resultado e recorreu ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).
Como mostrou a CNN Brasil, Alcolumbre analisa imagens e consulta técnicos para tomar uma decisão sobre a quebra de sigilo fiscal do empresário. A expectativa é que uma decisão seja formalizada paenas na próxima semana.
O pedido de quebra de sigilo foi paresentado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Ele alega que a medida se justifica pela suspeita de que o filho do presidente Lula (PT) tenha atuado como “sócio oculto” de Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”.
Ao anunciar o resultado da votação “em bloco” de mais de 80 requerimentos, o presidente contou apenas sete votos contrários. Na ocasião, o posicionamento de cada parlamentar foi contabilizado conforme se levantavam, ou seja, quem ficasse de pé era contra e aqueles sentados, a favor.
Embora Carlos Viana tenha anunciado apenas sete votos contrários, os governistas apresentaram imagens em que aparecem de pé 14 parlamentares. Eles ainda defenderam que o número representaria a maioria dos 21 parlamentares titulares presentes no momento da votação.
Viana, por sua vez, alegou que, ainda que fossem contabilizados 14 votos, o governo teria sido derrotado, uma vez que a sessão marcava quórum de 31 presentes. Os governistas contraditaram o presidente ao dizer que o painel somava titulares e suplentes.
Apesar das críticas, Viana não recuou e, ao encerrar a reunião desta quinta-feira (26), defendeu estar amparado no regimento. O presidente alegou que a base governista tentou “estratégia de votar tudo em bloco para impedir o avanço dos requerimentos”.

