O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elogiou nesta sexta-feira (16) o acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul (Mercado Comum do Sul) e a União Europeia. Segundo o petista, o acordo é “bom” para o mundo democrático.
“O acordo que será assinado amanhã é bom para o Brasil, Europa e para o mundo democrático e multilateralismo”, declarou o chefe do Executivo depois de se reunir com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A aprovação do acordo se deu após mais de 25 anos de negociações. A União Europeia ratificou a parceria na última semana, em 9 de janeiro.
Segundo Lula, a aprovação do acordo era uma das “prioridades” do seu terceiro mandato como presidente da República. “Esse acordo vai além da dimensão econômica. A União Europeia compartilha democracia, Estado de direito e direitos humanos”, declarou a jornalistas no Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty, no Rio de Janeiro.
A assinatura do acordo está marcada para o sábado (17), em Assunção, capital do Paraguai. Lula, no entanto, não comparecerá à cerimônia.
Com a assinatura do acordo, o Parlamento Europeu e o Legislativo dos países do Mercosul, individualmente, devem aprovar as leis que criam o tratado para que ele entre em vigência. Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o Brasil espera que a parceria passe a vigorar a partir do segundo semestre de 2026.
Acordo UE-Mercosul
O acordo Mercosul-União Europeia é um tratado comercial negociado entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e a União Europeia para reduzir tarifas e facilitar o comércio entre os dois blocos. O objetivo é aumentar o fluxo de exportações e importações, abrir mercados e promover cooperação econômica.
O tratado enfrentou resistência por parte de alguns países, como a França. A preocupação era de que a venda de produtos de agricultores europeus poderia ser prejudicada em detrimento das importações baratas e das normas ambientais mais brandas dos países do Mercosul.
Anunciado inicialmente em 2019, o acordo foi bloqueado à época pela União Europeia, que tecia críticas às políticas ambientais do então presidente Jair Bolsonaro (PL). O diálogo foi retomado depois que Lula retornou ao Palácio do Planalto e passou a se envolver diretamente nas articulações.

