O julgamento do ator e comediante britânico Russell Brand, 50, acusado de sete crimes de estupro e agressão sexual contra seis mulheres, ocorrerá em outubro, afirmou um juiz de Londres na segunda-feira (30).
Brand, que já foi um dos apresentadores mais conhecidos do Reino Unido e ex-marido da cantora americana Katy Perry, não foi obrigado a comparecer e não esteve presente no Tribunal de Southwark para a audiência preliminar de segunda-feira.
Ele se declarou inocente de todas as sete acusações: três de estupro e quatro de atentado violento ao pudor ou agressão sexual, supostamente cometidos entre 1999 e 2009.
Brand, de 50 anos, deveria ser julgado em junho por cinco das acusações, antes de ser indiciado em dezembro por dois crimes adicionais. O juiz Joel Bennathan afirmou que o julgamento começará agora em outubro e deve durar até oito semanas.
Russell Brand era figura constante nas telas britânicas nos anos 2000. Era conhecido por seu estilo e aparência extravagantes, além de ter trabalhado como apresentador de rádio na BBC. Ele também estrelou diversos filmes, incluindo “O Pior Trabalho do Mundo” (2010), mesmo ano em que se casou com Perry. Eles se divorciaram em 2012, após 14 meses de casamento.
No início da década de 2020, Brand havia se afastado da grande mídia e, desde então, tem aparecido majoritariamente online, expressando suas opiniões sobre a política dos EUA e a liberdade de expressão.
Em setembro de 2023, ele voltou às manchetes quando o jornal Sunday Times e o documentário “Dispatches”, do Channel 4, relataram as denúncias de estupro. Segundo as publicações, quatro mulheres acusaram Brand de agressões sexuais, incluindo um estupro, entre 2006 e 2013. A Polícia Metropolitana de Londres abriu uma investigação de crimes sexuais algumas semanas depois. Na época, Brand disse que “refutava absolutamente” as acusações.
Em dezembro de 2025, Brand discursou na conferência AmericaFest, da organização Turning Point USA, em homenagem ao falecido ativista conservador Charlie Kirk. No palco, ele brincou sobre dizer a coisa errada e “cometer erros” enquanto rezava. Ele então disse à plateia que, “como um orgulhoso inglês de um país onde estão introduzindo tecnologia de reconhecimento facial, identidade digital, acabando com o julgamento por júri e encarcerando pessoas por liberdade de expressão, o Reino Unido está em apuros”.

