O árbitro Flavio Rodrigues de Souza explicou, em súmula, por que expulsou o volante André e o lateral-direito Matheuzinho no clássico entre Corinthians e Palmeiras, no último domingo (12), na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro. O juiz também relatou a confusão generalizada no túnel do vestiário logo após o Dérbi.
O jovem André, de 19 anos, foi expulso aos 34 minutos do primeiro tempo por conta de um gesto obsceno direcionado a Andreas Pereira, do Palmeiras. Vale lembrar que o Corinthians já havia passado por situação semelhante na derrota para o Fluminense, com o volante Allan.
“Após revisão na ara (sic), expulsei o jogador da equipe do Corinthians, Sr. André Luiz Santos Dias, por ter colocado a mão em seu órgão genital e realizado gesto obsceno em direção ao jogador da equipe do Palmeiras, Sr. Andreas Pereira, número 8”, relatou Flavio, que tomou a decisão após checar o VAR.Play Video
Já Matheuzinho, mesmo após já ter recebido cartão amarelo, foi expulso de forma direta, novamente após revisão no vídeo. O lateral corintiano agrediu Flaco López, atacante do Verdão, aos 24 minutos da segunda etapa.
O árbitro também registrou a demora de Matheuzinho para deixar o campo e xingamentos proferidos pelo atleta em direção aos juízes.
“Após revisão na ara (sic), expulsei de forma direta o jogador da equipe do Corinthians, Sr. Matheus França Silva, número 2, por, fora da disputa de bola, desferir um soco no rosto de seu adversário, o Sr. José Manuel Alberto López, número 42. Após a expulsão, o referido atleta se recusou a deixar o campo de jogo, retardando o reinício da partida. Quando finalmente se retirou, proferiu ofensas à equipe de arbitragem com as seguintes palavras: ‘Ei, ei, vocês são um bando de palhaços, vai tomar no c*, c******'”, escreveu Flavio.
Confusão na parte interna da Arena
O árbitro do clássico relatou a confusão generalizada entre jogadores e funcionários dos rivais na parte interna da Arena, logo após o apito final. O Palmeiras acusou um funcionário do Corinthians de ter agredido o atacante Luighi.
Já o Timão alega que o zagueiro Gabriel Paulista e o meia Breno Bidon foram agredidos por seguranças do adversário.
Na súmula, Flavio registrou apenas o incidente envolvendo Luighi, quando o jogador se dirigia para a sala de controle de doping.
“Ao término da partida, já no vestiário, fomos informados pelo delegado da partida, Sr. Rogério Menezes Lopes, de que, no momento em que a equipe de controle de doping tentava acessar a sala destinada ao procedimento, acompanhada do atleta nº 31 da equipe do Palmeiras, Sr. Luighi Hanri Sousa Santos, houve um empurrão por parte de um segurança da equipe do Corinthians. Não foi presenciada nenhuma agressão a jogadores de ambas as equipes”, comunicou.
“Segundo o relato, o referido segurança empurrou o atleta ao tentar impedir sua passagem em direção à sala de controle de doping. A ação deu início a um tumulto generalizado, envolvendo seguranças de ambas as equipes. O delegado informa que o tumulto foi controlado pelos representantes de ambas as equipes, Sr. Anderson Barros, da equipe do Palmeiras, e o treinador Fernando Diniz, da equipe do Corinthians, juntamente com o próprio delegado da partida”, completou.
Mais relatos
O árbitro Flavio Rodrigues de Souza também registrou um atraso de quatro minutos do elenco do Corinthians no retorno do intervalo.
Além disso, o juiz relatou a paralisação do clássico quando uma linha de pipa “invadiu” o gramado na primeira etapa. O mesmo ocorreu quando um drone apareceu no campo de jogo, transportando um porco de pelúcia, como provocação da torcida corintiana, no segundo tempo.

