O presidente do parlamento iraniano alegou que três cláusulas da proposta de 10 pontos do Irã, descrita como uma estrutura acordada para negociações, foram violadas antes mesmo do início das conversas com os EUA.
Mohammad Bagher Ghalibaf afirmou que o apelo do Irã por um cessar-fogo no Líbano foi ignorado, que um drone entrou em seu espaço aéreo violando uma cláusula que proíbe tal ação e que o direito do Irã ao enriquecimento de urânio não foi reconhecido.
“Nessa situação, um cessar-fogo bilateral ou negociações são inviáveis”, disse ele.
A CNN entrou em contato com a Casa Branca para obter um posicionamento.
Os EUA não realizaram ataques militares contra o Irã desde o início do cessar-fogo, disse um oficial americano à CNN.
A Casa Branca já havia declarado que o Líbano não faz parte do cessar-fogo e que o enriquecimento de urânio no Irã deve cessar.
Irã condena ataques de Israel
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta quarta-feira (8) que os termos do cessar-fogo com os Estados Unidos são “claros e explícitos”, argumentando que os EUA devem escolher entre manter a pausa nos combates ou seguir com o que ele classificou como “guerra contínua por meio de Israel”.
“Os termos do cessar-fogo entre Irã e EUA são claros e explícitos: os EUA devem escolher — cessar-fogo ou guerra contínua por meio de Israel. Não podem ter ambos”, disse Araghchi em uma publicação no X.
Ele também criticou os ataques israelenses no Líbano, escrevendo: “O mundo vê os massacres no Líbano”.
“A bola está com os EUA, e o mundo está observando se eles cumprirão seus compromissos”, acrescentou o chanceler.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alertou que responderá se as “agressões” contra o Líbano não cessarem imediatamente, informou a emissora estatal IRIB.

