A McLaren terá “um carro completamente novo” para o GP de Miami, em maio, após cinco semanas sem corridas na Fórmula 1.
A informação é do engenheiro da equipe, Andrea Stella.
A Mercedes, fornecedora de motores da McLaren, venceu as três primeiras provas da temporada. No GP do Japão, porém, a diferença entre as equipes diminuiu.
O australiano Oscar Piastri terminou em segundo, atrás do italiano Kimi Antonelli, em Suzuka. Segundo Stella, um safety car favoreceu o rival e interferiu no resultado.
“Havia a ideia de entregar um carro completamente novo, especialmente do ponto de vista aerodinâmico, para as corridas na América do Norte”, afirmou Stella, em declaração na fábrica da equipe.
“Entre Miami e Canadá veremos um MCL40 totalmente novo. Isso deve ocorrer com a maioria das equipes, então não deve mudar a ordem de forças, mas indicar quem evoluiu mais no período”, disse Stella.
Pausa bem aproveitada
O dirigente disse que a mudança no calendário ajudou no desenvolvimento. Segundo ele, a pausa permitiu foco maior nas atualizações, sem a demanda de viagens e corridas.
Não houve provas em abril após os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita serem cancelados por causa do conflito envolvendo o Irã e seus impactos no Golfo.
Com isso, Miami será a quarta etapa da temporada, e não a sexta como previsto inicialmente.
Focar no que funciona
A McLaren ocupa a terceira posição no campeonato, 89 pontos atrás da Mercedes, que venceu as duas primeiras corridas com dobradinhas.
Atual bicampeã de construtores e campeã de pilotos com Lando Norris, a equipe tem restrições maiores no uso de túnel de vento e CFD, já que os limites são definidos pela posição no campeonato.
O chefe de design, Rob Marshall, afirmou que isso não representa grande desvantagem.
Segundo ele, nem todas as ideias de desenvolvimento são eficazes. A equipe prioriza apenas soluções com maior potencial de ganho.
“Se você trabalha de forma metódica, evita testes que não valem a pena e foca no que funciona”, disse Marshall.
Ele acrescentou que ter menos tempo de túnel de vento e CFD pode otimizar recursos, ao eliminar projetos considerados secundários.

