A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC) lançou, nesta terça-feira, em Manaus, o projeto “Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral”. A iniciativa começou pelo Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Elisa Bessa Freire e será levada a outras 14 unidades de ensino da capital e do interior. A expectativa é alcançar cerca de 7,5 mil estudantes.
A abertura do projeto contou com uma apresentação especial do Balé Folclórico do Amazonas. No auditório da escola, os alunos acompanharam um espetáculo inspirado em lendas da cultura amazônica, como Matinta Pereira, Curupira e Boto-Cor-de-Rosa.
Para os estudantes, a proposta representa uma oportunidade de ampliar o contato com diferentes manifestações artísticas e culturais. “Um projeto como esse é fundamental para dar incentivo às artes e à cultura nas escolas. Isso é bom para que as pessoas possam expressar o que elas têm de bom, como desenhar e cantar”, afirmou Antony César, aluno do 9º ano.
O projeto reúne apresentações culturais, oficinas de artes visuais, atividades relacionadas à economia criativa, rodas de conversa e residências artísticas. A proposta é promover uma experiência de imersão cultural dentro das escolas e estimular o desenvolvimento social dos estudantes por meio da arte.
Segundo a diretora do Balé Folclórico do Amazonas, Monique Andrade, a iniciativa também busca ampliar o acesso à cultura entre estudantes de regiões periféricas.
“A cultura precisa ir a todos os lugares, especialmente aos mais periféricos. É importante a gente estar na ‘casa’ dessas pessoas e assim elas se empolguem com toda a cena artística da nossa cidade”, afirmou.
Incentivo à ocupação de espaços culturais
Além das atividades realizadas nas escolas, o projeto pretende aproximar os estudantes de equipamentos culturais e espaços públicos de Manaus, como o Teatro Amazonas, que também oferece programação gratuita.
Para estimular esse contato, o diretor artístico do projeto, Jorge Kennedy, criou um jogo de tabuleiro que apresenta aos alunos diferentes espaços culturais da cidade. Durante a atividade, os estudantes participam de oficinas, recebem informações sobre os locais e percorrem uma rota representada em um grande tapete, conhecendo características e curiosidades de cada ponto.
“Criou-se um jogo que vai despertar o interesse deles em conhecer todos esses espaços. Isso conversa com as apresentações. A gente está fazendo uma grande imersão. É promover uma identidade, mostrar que esses espaços existem na cidade em que você vive. Qual é a sua identidade artística? A resposta para isso é o que queremos que eles saibam”, explicou.
Ao final das atividades em cada escola, um grupo de estudantes será selecionado para visitar alguns dos espaços culturais apresentados durante a programação. A iniciativa faz parte da proposta de democratização do acesso à cultura.
Para o coordenador do projeto, Ricardo Lopes, o contato com esses locais pode contribuir para reduzir preconceitos e ampliar a percepção dos alunos sobre os espaços culturais existentes na cidade.
“Por meio desse conhecimento, a gente quebra paradigmas e preconceitos”, afirmou.
Escolas participantes
Na capital, o projeto será realizado nas seguintes unidades:
- CETI Elisa Bessa Freire;
- CETI Cinthia Regia Gomes do Livramento;
- EETI Engº Prof. Sergio Alfredo Pessoa Figueiredo;
- EETI Prof. Garcitylzo do Lago e Silva;
- EE Profª. Tereza Siqueira Tupinambá;
- EETI Dra. Zilda Arns Neumann;
- EETI Aurea Pinheiro Braga;
- EE Maria de Lourdes Rodrigues Arruda;
- EETI Marcantonio Vilaça I;
- EE Cacilda Braule Pinto;
- EE Altair Severiano Nunes;
- EETI Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo.
No interior do estado, serão contempladas:
- CETI Glaucio Gonçalves, em Parintins;
- CETI Maria Eva dos Santos, em Presidente Figueiredo;
- EETI Maria Izabel Ferreira Xavier Desterro e Silva, em Iranduba.

