Um incêndio que começou na tarde de terça-feira (6) em uma área de vegetação e resíduos no Distrito Industrial 2, na Zona Leste de Manaus, seguia ativo na manhã desta quarta-feira (7). Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), as chamas atingiram mais de 15 mil metros quadrados, e o trabalho para eliminar completamente os focos pode durar entre 24 e 48 horas.
O fogo começou por volta das 15h de terça-feira (6), em um terreno localizado na Avenida dos Oitis. As equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e conseguiram controlar as chamas que estavam se espalhando pela área ainda durante a tarde.
Apesar do controle inicial, o incêndio não foi totalmente extinto. A grande quantidade de lixo e resíduos acumulados no terreno fez com que focos permanecessem ativos e exigissem um trabalho contínuo de rescaldo e combate durante a noite e a manhã desta quarta.
Segundo o CBMAM, o incêndio permanece confinado dentro da área atingida e não há risco de avanço das chamas para terrenos vizinhos. Durante a noite, os focos ficaram mais visíveis por causa da escuridão, o que deu a impressão de que o fogo havia aumentado de intensidade. A corporação informou, no entanto, que a situação estava sob controle.
Até a manhã desta quarta, mais de 150 mil litros de água haviam sido utilizados no combate. A operação conta com bombeiros, brigadistas e apoio de empresas da região, que disponibilizaram caminhões-pipa para auxiliar no resfriamento do terreno e no controle dos focos remanescentes.
O comandante do CBMAM, coronel Reinaldo Menezes, informou que a área funciona como um depósito irregular e que órgãos de fiscalização foram acionados para apurar as condições do terreno.
A causa do incêndio ainda não foi determinada. Um funcionário de uma fábrica vizinha afirmou à Rede Amazônica que suspeita que o fogo tenha sido provocado de forma criminosa, mas o Corpo de Bombeiros não confirmou essa hipótese.
A fumaça e o calor provocados pelo incêndio também levaram funcionários de empresas próximas a deixarem temporariamente os locais de trabalho.
Qualidade do ar
A fumaça do incêndio contribuiu para a piora da qualidade do ar em diferentes áreas de Manaus.
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontaram, às 6h20 desta quarta-feira, qualidade do ar entre moderada e ruim na capital. Dos pontos monitorados, 11 apresentavam índices moderados e três registravam qualidade considerada ruim.
Morro da Liberdade, Compensa e a região de Nossa Senhora das Graças estavam entre os locais com pior situação. Na região de Nossa Senhora das Graças, a concentração de partículas chegou a 74,3 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
A qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse limite, os índices passam a ser classificados de moderados a péssimos, conforme a escala utilizada pelo Sistema Selva.

