Um policial civil identificado como Luciano Granjeiro, foi preso durante a “Operação Piloto de Fuga” da Polícia Federal, por suspeita de integrar um esquema de roubo de ouro em Manaus, nesta terça-feira (9). A prisão ocorreu durante a ação, deflagrada em parceria com o Ministério Público, que investiga o assalto ocorrido em outubro de 2025.
A defesa de Luciano Granjero não se manifestou até o momento desta reportagem. O espaço segue aberto.
Segundo a PF, o objetivo da operação é identificar e responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso. Esta nova fase dá continuidade às diligências da “Operação Auxílio Criminoso”, deflagrada no dia 29 de maio, que apura a participação de agentes públicos e de terceiros no roubo e na ocultação de ouro extraído ilegalmente.
“Conseguimos identificar o piloto da viatura utilizada no transporte no dia do roubo, além de recolhermos provas na casa de um advogado suspeito de ocultar evidências. O esquema é complexo e envolve duas frentes: um núcleo composto por agentes de segurança pública estaduais, que realizavam o ‘arrocho’ (roubo) do ouro, e outro formado por civis, responsáveis pelo transporte do metal”, disse Jonathans Simas, delegado da Polícia Federal
Ainda segundo a PF, o material ilícito saía do Pará, passava pelo Amazonas e tinha como destino o estado de Roraima, de onde seria possivelmente enviado para o exterior. Os agentes da PF também realizaram diligências no 1º Distrito Integrado de Polícia, onde o policial atua em Manaus.
Conforme o órgão, os investigados poderão responder pelos crimes de roubo, associação criminosa, usurpação de bens da União e fraude processual.
Nosso objetivo é aprofundar as investigações da ocasião em que houve a prisão em flagrante de agentes de segurança pública estadual envolvidos na maior apreensão de ouro da história do nosso estado. Com o avanço dos trabalhos, buscamos colher novos elementos para a completa apuração dos fatos, identificando possíveis outros participantes e reunindo mais provas de materialidade sobre a dinâmica desse crime”, ressaltou o promotor de justiça, Armando Gurgel
Questionada para saber se a instituição já está ciente da operação, bem como as medidas que serão adotadas em relação ao servidor preso, a Polícia Civil do Amazonas não se manifestou até o momento desta reportagem. O espaço segue aberto.
Relembre o caso
A nova fase da investigação é um desdobramento do caso que envolveu a maior apreensão de ouro da história do Amazonas, ocorrida em outubro de 2025. Na ocasião, a polícia apreendeu 77 barras de ouro avaliadas em cerca de R$ 45 milhões, que haviam sido extraídas ilegalmente.
Três policiais (dois militares e um civil) e outros três homens foram presos em flagrante dentro de uma residência em Manaus suspeitos de tentar roubar o minério.
As investigações prosseguiram e, em 29 de maio, a PF deflagrou a Operação Auxílio Criminoso, mirando a atuação de agentes públicos e terceiros que faziam parte da estrutura voltada ao roubo e ocultação do ouro ilegal.
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