Quatro vinhos brasileiros levaram medalha de ouro no Decanter World Wine Awards 2026 (DWWA). Esse foi o melhor desempenho do país na premiação, que corresponde a um dos maiores concursos de vinhos do mundo. O resultado foi revelado na quarta-feira (17).
Os prêmios foram para produções da Vinícola Salton, no Rio Grande do Sul; da Casa Geraldo, em Minas Gerais, que teve dois ouros; e da Vinícola São Patrício, em Goiás.
No total, o Brasil conquistou 221 medalhas na premiação, sendo quatro de ouro, 87 de prata e 130 de bronze. Segundo o DWWA, este foi o melhor desempenho do país nas categorias ouro e prata.
Para um vinho receber ouro, é necessário atingir uma nota entre 95 e 100 pontos. Para medalha de prata, entre 90 e 94 pontos, e para bronze, entre 86 e 89. Além dessas categorias, ainda é possível que um vinho ouro seja promovido a platina ou ganhe a distinção “Best in Show”, o prêmio máximo.Play Video
Neste ano, 245 jurados de 35 nacionalidades degustaram às cegas cerca de 17 mil rótulos de 58 países. Do total de jurados, 63 são certificados como Masters of Wine e outros 24 como Masters Sommeliers.
Conheça os premiados com ouro
O Salton Ouro Moscatel, da Vinícola Salton, em Bento Gonçalves (RS), foi o primeiro espumante brasileiro a receber medalha de ouro na premiação.
O espumante é feito com uvas Moscato da Serra Gaúcha. Segundo a vinícola, apresenta borbulhas finas e aromas de frutas cítricas e de polpa branca, como pera e maçã, além de notas florais. A Salton ainda teve cinco rótulos premiados com medalha de prata e outros seis com medalha de bronze.
Já a Casa Geraldo, de Andradas, no Sul de Minas Gerais, emplacou dois vinhos tintos com a medalha de ouro: Colheita de Inverno Reserva Syrah 2024 e Signature Cabernet Franc 2023. A casa ainda teve outros nove rótulos premiados com prata e sete com bronze.
Em declaração nas redes sociais, a Casa Geraldo afirmou que o reconhecimento vai além das medalhas. “Reflete décadas de dedicação à vitivinicultura, respeito ao terroir, busca constante pela excelência e paixão por transformar uvas em vinhos capazes de emocionar.”
Outro rótulo premiado com ouro foi o tinto Udu de Coroa Azul Grande Reserva Cabernet Franc 2023, da Vinícola São Patrício, em Rianápolis, no estado de Goiás. Pela primeira vez, a região do Vale do São Patrício foi reconhecida com ouro na premiação.
A vinícola também levou bronze com o rótulo Talha-Mar Reserva Cabernet Sauvignon-Syrah 2023.

“Essa conquista extraordinária prova o patamar que o estado alcançou: os vinhos goianos de colheita de inverno já são referência global de qualidade e competem de igual para igual com os melhores do mundo”, registrou a São Patrício em uma publicação no Instagram.
Confira no site todos os vinhos brasileiros, incluindo medalhas de prata e de bronze, que foram premiados no Decanter World Wine Awards 2026.
Destaques gerais
Entre os maiores vencedores do Decanter World Wine Awards 2026, a França liderou com 254 medalhas de alto nível, incluindo 16 “Best in Show”, 42 de platina e 196 de ouro. A Espanha teve um ano de destaque, com 160 medalhas principais, salto de 52% em relação a 2025, ultrapassando a Itália, que somou 144 medalhas, sendo seis “Best in Show”, 29 de platina e 109 de ouro.
A Austrália se destacou com cinco “Best in Show”, 19 medalhas de platina e 61 de ouro, enquanto Portugal consolidou sua ascensão com três “Best in Show”, seis de platina e 57 de ouro.
Na América do Sul, além do Brasil, Argentina, Chile e Uruguai se destacaram na edição. Dois vinhos, um da Argentina e outro do Chile, figuraram entre os 50 rótulos que receberam o cobiçado selo “Best in Show”, a distinção máxima.
A Argentina foi representada pelo Rutini Single Vineyard Malbec 2023, de Mendoza, enquanto o Chile emplacou o San Pedro 1865 Selected Vineyards Las Lagunas Carmenère 2023, do Vale de Colchagua.


