A pressão sobre Gianni Infantino vem aumentando de forma significativa, com várias federações europeias preparadas para retirarem seu apoio à reeleição à presidência da Fifa.
A iniciativa, que pode culminar no fim de um reinado de 10 anos, surge depois do colapso do projeto privado que pretendia vender partes dos direitos da Copa. O plano foi travado após a Uefa anunciar que iria boicotar futuras competições organizadas pela Fifa.
Antes da crise, 52 das 55 federações da Uefa tinham enviado cartas demonstrando apoio para um quarto mandato de Infantino nas eleições marcadas para março de 2027. Alemanha, Roménia e Noruega ficaram fora.
Nesta segunda-feira (3), a imprensa do Velho Continente noticiou as retiradas de Inglaterra e País de Gales no apoio à candidatura de reeleição do dirigente.
Agora, segundo o “The Guardian”, um número cada vez maior de países discute a revogação formal desse apoio, uma medida que pode ocorrer por meio de uma retirada simultânea ou de anúncios individuais nos próximos dias.
Qualquer federação que pretenda anular a carta terá de comunicar essa decisão à Fifa.
De acordo com o mesmo jornal, a retirada do apoio seria interpretada como um verdadeiro voto de desconfiança e aumentaria a pressão para que Infantino renunciasse ao cargo.
Mudanças na Fifa à vista?
O ambiente no futebol europeu continua tenso e existe um forte desejo de acelerar uma mudança na liderança da Fifa. Ao mesmo tempo, decorrem contatos com federações de outras confederações, em uma tentativa de aumentar a oposição ao dirigente suíço.
Apesar do fracasso do projeto Fifa Forward Enterprise, Infantino segue contando com apoios públicos de várias federações asiáticas, incluindo Catar, Sri Lanka e Kuwait.

