O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, rebateu a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Brasil falhou ao enfrentar as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho. O titular da pasta disse que a operação Força Integrada, realizada na quarta-feira (16), é uma das ações que contrapõem a crítica de Trump.
“A operação contraria totalmente que o Estado brasileiro não está combatendo com eficiência o crime organizado. Foram bloqueados mais de meio bilhão de reais com participação de 19 estados da Federação, envolvendo todo aparato policial dessas unidades”, detalhou.
Segundo o ministro, houve um trabalho de integração e coordenação “perfeito” entre os estados e polícias estaduais e federais. A operação citada pelo ministro prendeu 137 pessoas e apreendeu 18 carros de facções.
Como foi mostrado, Trump afirmou que o governo brasileiro falhou ao confrontar o PCC e o CV. O presidente norte-americano declarou que o país precisa tomar medidas agressivas para confrontar e derrotar os grupos antes que se espalhem e cresçam.
Os comentários foram feitos em um documento enviado pelo Congresso americano, na terça-feira (15), sobre ações contra o tráfico de drogas.
Lima avalia que a alusão ao documento tem caráter circunstancial, “uma vez que a parte dispositiva do texto que substancia a lista não faz nenhuma alusão ao Brasil”.
No texto, Trump cita o Brasil como parte de um grupo de 23 países considerados “produtores ou lugares de trânsito de drogas ilícitas”. A lista inclui países como Afeganistão, Bolívia, China, Índia, México e Venezuela.
O documento também discorre brevemente sobre a situação do combate ao narcotráfico em outros países. No texto, também é dito que a presença de um país no grupo não é necessariamente um reflexo dos esforços atuais do governo local no combate às drogas.

