A Polícia Federal (PF) apreendeu, nesta quinta-feira (1º), mais de R$ 1,66 milhão em dinheiro durante duas ações de fiscalização e investigação relacionadas a possíveis ilícitos eleitorais no Amazonas. As ocorrências foram registradas em Manaus e envolveram um passageiro que embarcaria em uma aeronave com destino a Borba, no interior do estado, e duas pessoas abordadas após realizarem saques de alto valor em uma agência bancária na região central da capital.
Ao todo, foram apreendidos R$ 1.667.800 em espécie. Duas pessoas foram presas em flagrante na ocorrência envolvendo os saques bancários, enquanto um terceiro envolvido, abordado durante a fiscalização da aeronave, foi conduzido à Polícia Federal para os procedimentos de polícia judiciária. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas.
Dinheiro encontrado em aeronave
A primeira ocorrência aconteceu durante uma fiscalização da Operação Eleições 2026. Policiais federais abordaram uma aeronave que se preparava para deixar Manaus com destino ao município de Borba.
Durante a inspeção, os agentes encontraram R$ 27.800 em espécie com um dos passageiros, além de materiais relacionados à campanha eleitoral.
Nesse caso, o passageiro não foi preso, segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência. Ele foi conduzido pelos policiais federais para os procedimentos de polícia judiciária, a fim de prestar esclarecimentos e para que a situação fosse formalmente registrada e apurada.
A condução à unidade policial não significa, por si só, que a pessoa tenha sido presa. A medida permite que os policiais realizem os procedimentos necessários diante da situação encontrada durante a fiscalização.
A Polícia Federal deverá investigar a origem e a finalidade do dinheiro, além de verificar se existe alguma relação entre os valores encontrados e possíveis ilícitos eleitorais.
Duas prisões após saques de R$ 1,64 milhão
A segunda ocorrência teve um desfecho diferente. Duas pessoas foram presas em flagrante após realizarem saques em espécie que totalizaram R$ 1,64 milhão em uma agência bancária localizada no Centro de Manaus.
De acordo com a Polícia Federal, a ação começou após informações recebidas pela Central de Denúncias Eleitorais, indicando a realização de saques de valores elevados que poderiam estar relacionados a práticas ilícitas durante o período eleitoral.
A partir das informações, equipes da PF realizaram diligências e localizaram os envolvidos. Após a abordagem e a constatação da movimentação financeira, os dois foram presos em flagrante, e o dinheiro foi apreendido.
Nesse caso, portanto, houve uma medida de prisão, diferentemente da ocorrência registrada no aeroporto, na qual o passageiro foi apenas conduzido para os procedimentos policiais.
O montante de R$ 1,64 milhão foi apreendido e será submetido à análise no âmbito do inquérito policial. Os investigadores deverão apurar a origem dos recursos, a movimentação financeira e a possível destinação do dinheiro.
Casos serão investigados
As duas ocorrências serão apuradas pela Polícia Federal, mas envolvem situações processuais distintas.
Na ocorrência da aeronave, o passageiro foi conduzido para procedimentos de polícia judiciária, sem informação de prisão. Já no caso dos saques bancários, duas pessoas foram efetivamente presas em flagrante.
A diferença é relevante porque a condução para uma unidade policial não equivale necessariamente à prisão. A pessoa pode ser levada para prestar esclarecimentos, apresentar documentos ou formalizar uma ocorrência, enquanto a prisão em flagrante constitui uma medida de restrição da liberdade adotada diante de uma situação que, em tese, configura flagrante delito.
Os investigadores ainda deverão analisar documentos, informações financeiras e demais elementos reunidos nas duas ocorrências. A partir desse trabalho, a Polícia Federal poderá verificar se houve prática de crimes e eventual participação de outras pessoas.
Até a conclusão das investigações e eventual decisão judicial, os envolvidos devem ser tratados como investigados, sem antecipação de responsabilidade criminal.

