A Petrobras anulou na tarde desta quinta-feira (9) o ágio pago no último leilão de gás de cozinha, o GLP, realizado pela companhia no dia 31 de março.
Foram registrados ágios de até 118% em relação ao preço de tabela praticado.
Em comunicado, a estatal informou que a diretoria executiva da companhia aprovou a medida, que foi “sustentada por análises econômicas e de risco”.
A decisão considerou a “excepcionalidade do contexto mercadológico atual”, diante do conflito no Oriente Médio, além de manifestações dos órgãos de controle e regulatórios, como a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), declarou a companhia.
Na última sexta-feira (3), durante evento em Salvador, o presidente Lula afirmou que pretendia anular o certame após os altos preços praticados pela companhia.
Já na segunda (6), o então diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser, foi destituído do cargo, após reunião do conselho da empresa.
Ainda no comunicado, a Petrobras afirmou que irá devolver aos clientes os valores referentes à diferença entre o Preço de Paridade de Importação (PPI) divulgado pela ANP e os lances arrematados pelos distribuidores participantes do certame.
A companhia garantiu a entrega da totalidade dos volumes contratados no leilão, “mantendo a previsibilidade e a segurança do abastecimento nacional”.
Segundo dados apresentados, a estatal mantém o preço do botijão de 13 kg em R$ 34,70 desde julho de 2024 para as cotas regulares das distribuidoras.
No entanto, após o certame, os valores dispararam em diferentes unidades de distribuição da empresa.

