A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) publicou nesta segunda-feira (1º/06), a Nota Informativa nº 01/2026, com orientações para o fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica no estado durante a realização da Copa do Mundo FIFA 2026, que ocorrerá entre junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
A iniciativa considera o aumento da circulação internacional de pessoas durante o evento esportivo, cenário que pode favorecer a introdução e a disseminação de doenças transmissíveis de relevância para a saúde pública. Entre as principais preocupações estão o sarampo, que apresenta circulação ativa nos países-sede, além das síndromes gripais, incluindo Influenza e Covid-19.
O Amazonas ocupa posição estratégica nesse contexto devido à sua conectividade aérea e fluvial, à presença de áreas de fronteira e ao intenso fluxo de viajantes nacionais e internacionais. Por isso, a FVS-RCP orienta os serviços de saúde a reforçarem a capacidade de detecção, notificação e resposta rápida a possíveis eventos de saúde pública.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, salienta que a preparação antecipada fortalece a capacidade de resposta do estado diante de cenários que podem impactar a saúde coletiva.
“A Copa do Mundo é um evento de grande mobilidade internacional e, por isso, exige atenção redobrada dos sistemas de vigilância. No Amazonas, estamos fortalecendo o monitoramento epidemiológico, a capacidade de resposta dos serviços de saúde e as ações de prevenção. O trabalho integrado entre vigilância, assistência e laboratórios é fundamental para mantermos uma resposta oportuna e eficiente.”, ressalta Tatyana Amorim.
Segundo o diretor técnico de Planejamento, Emergências em Saúde Pública e Ações Estratégicas da FVS-RCP, Augusto Zany, o momento exige integração entre vigilância, assistência e população.
“Estamos atuando de forma preventiva para fortalecer a preparação dos municípios e dos serviços de saúde. O objetivo é ampliar a sensibilidade da vigilância epidemiológica para detectar rapidamente qualquer evento inusitado. A mobilização inclui monitoramento de agravos, qualificação das equipes, articulação com parceiros estratégicos e orientação aos viajantes antes, durante e após o período da competição”, salienta Augusto Zany.
A FVS-RCP orienta a intensificação da busca ativa de pessoas com esquema vacinal incompleto, principalmente em áreas com maior circulação de turistas, além do fortalecimento da capacidade das equipes de saúde para identificação precoce de doenças de relevância internacional.
A Fundação reforça que casos suspeitos e eventos de relevância para a saúde pública devem ser comunicados imediatamente aos serviços de vigilância, permitindo resposta rápida e adoção oportuna das medidas de controle e prevenção.

