A deputada estadual Alessandra Campelo (PSD) cobrou rigor absoluto na apuração de um caso de estupro envolvendo um policial militar em Manaus. A denúncia foi feita nesta terça-feira (14/04), durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Amazonas.
O caso, que foi registrado no dia 6 deste mês, no bairro Lago Azul, Zona Norte de Manaus, envolve o tenente Osvaldo Lima da Silva, o “Grilo”. A violência sexual, de acordo com a denúncia, teria acontecido dentro do posto policial da Barreira Policial da rodovia AM-010. O nome da vítima foi preservado e o suspeito está preso.
Na tribuna, Alessandra Campelo classificou o caso como “absurdo” e “estarrecedor”, destacando a gravidade do crime, especialmente por envolver um agente público cuja função é proteger a população.
“É um absurdo, é estarrecedor. Como é que um policial pega uma mulher e a estupra? Ele usou o seu trabalho como policial e, ao invés de defender uma mulher, ele a levou para dentro da barreira policial e a estuprou, então é um absurdo. Infelizmente eu não posso dizer tudo que eu penso e que gostaria de dizer sobre esse homem porque a linguagem da tribuna não permite”, afirmou.
A Procuradora Especial da Mulher da ALEAM informou ainda que vai formalizar pedidos ao Comando Geral da Polícia Militar e ao Governo do Estado para o afastamento imediato do suspeito das funções, além de solicitar que ele permaneça preso durante o curso das investigações, como forma de garantir a lisura do processo e a proteção da vítima.

Atuação em defesa das mulheres
Reconhecida por sua atuação na pauta feminina, Alessandra Campelo reforçou que seguirá acompanhando o caso por meio da Procuradoria Especial da Mulher, estrutura voltada ao acolhimento e defesa dos direitos das mulheres no estado.
A deputada ressaltou que crimes sexuais precisam ser tratados com máxima seriedade, sobretudo quando há indícios de abuso de autoridade, o que agrava ainda mais a situação.
Dados alarmantes
O posicionamento da parlamentar ocorre em meio a um cenário alarmante de violência sexual no Brasil. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o país registrou mais de 87 mil casos de estupro, sendo que a maioria das vítimas são mulheres e meninas.
Os dados também indicam subnotificação significativa, o que significa que o número real de ocorrências pode ser ainda maior. No Amazonas, os índices seguem a tendência nacional, reforçando a necessidade de políticas públicas mais eficazes de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores.
Cobrança por justiça
Ao finalizar sua manifestação, Alessandra Campelo reforçou que não haverá tolerância diante de crimes dessa natureza e que seguirá cobrando transparência e celeridade das autoridades competentes.
“Não podemos admitir que mulheres continuem sendo vítimas, ainda mais por quem deveria protegê-las. Vamos acompanhar de perto e cobrar justiça”, concluiu.

