A Fórmula 1 vai reduzir a participação da energia elétrica nos motores a partir de 2027 após considerar positivas as alterações no regulamento implementadas no último fim de semana, durante o Grande Prêmio de Miami.
Chefes de equipe, representantes das fabricantes de unidades de potência e dirigentes da Fórmula 1 participaram nesta sexta-feira (8) de uma reunião virtual convocada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Em comunicado, a entidade afirmou que houve um acordo inicial para promover mudanças evolutivas nas regras relacionadas aos componentes dos motores, com o objetivo de tornar a competição “mais segura, justa e intuitiva” para pilotos e equipes.
As medidas preveem um aumento nominal de aproximadamente 50 kW na potência do motor a combustão interna, acompanhado de um aumento no fluxo de combustível em 2027. Em contrapartida, haverá uma redução correspondente no Sistema de Recuperação de Energia.
Atualmente, as unidades de potência híbridas da Fórmula 1 dividem sua entrega de potência em uma proporção próxima de 50% entre combustão e energia elétrica.
Com as mudanças, a relação passaria a ser mais próxima de 60% para combustão e 40% para energia elétrica, permitindo mais tempo com aceleração total e reduzindo a necessidade de gerenciamento de energia durante as corridas.
Os grupos técnicos ainda discutirão novos detalhes antes que o pacote final seja definido e submetido à votação das fabricantes e do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA.

