O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu por um sistema de saúde mais robusto nas áreas afetadas pelo vírus Ebola.
O pedido ocorreu após ele visitar a República Democrática do Congo e informar o presidente sobre o surto, que, segundo grupos humanitários, provavelmente é maior do que o relatado.
“Uma coisa que está muito clara e que agora compreendemos é que, enquanto combatemos este surto, precisamos fortalecer a capacidade dos sistemas de saúde nas áreas afetadas”, disse o diretor-geral da OMS após se reunir com o presidente RD Congo, Félix Tshisekedi, em Kinshasa, na segunda-feira (1°).
O surto, já o terceiro maior da história, persistiu por semanas sem ser detectado, dizem as autoridades de saúde, que agora estão atrasadas e lutando para controlá-lo.
A OMS afirmou na semana passada que havia 906 casos suspeitos de Ebola no Congo, incluindo 223 mortes suspeitas sob investigação. Já o governo congolês disse no domingo (31) que o número de casos confirmados havia aumentado para 282, com 42 mortes, após o registro de 19 novos resultados positivos nos testes.
Foram confirmados 264 casos na província de Ituri, 15 na província de Kivu do Norte e três na província de Kivu do Sul, de acordo com dados divulgados pelo Ministério das Comunicações.
As três províncias foram atingidas por conflitos armados que causaram deslocamentos em massa, complicando ainda mais a resposta ao Ebola.

