Fontes que tiveram acesso à nova proposta de colaboração premiada entregue pelos advogados de Daniel Vorcaro à PF (Polícia Federal) e à PGR (Procuradoria-Geral da União) relataram à imprensa que ela muda “muito” em relação à primeira versão e que detalha melhor o envolvimento do ex-banqueiro com autoridades dos Três Poderes e da oposição.
Uma autoridade com acesso à delação diz que ela foi “reformulada, ampliada e aprofundada” em relação ao primeiro documento que acabou rejeitado pela Polícia Federal e que a nova versão detalha melhor a relação com pelo menos um ministro do Supremo Tribunal Federal, integrantes da cúpula do Congresso, dois ministros do governo Lula e lideranças da oposição.
A mudança considerada “significativa” entre as duas versões se deve principalmente à saída do advogado José Luís de Oliveira Lima da equipe de Vorcaro. Segundo autoridades, ele teria adotado uma estratégia que não atingiria, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal, justamente para tentar validar a delação. A linha, porém, levou a um tensionamento com o ministro-relator do caso no STF, André Mendonça.
A expectativa é de que até o dia 12 de junho haja uma resposta da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. O motivo é que André Mendonça deu esse prazo como limite para que Vorcaro permanecesse em uma cela especial, justamente para estruturar a segunda versão da delação premiada.

