A greve dos trabalhadores do transporte especial que atende o Distrito Industrial de Manaus chegou ao fim nesta quinta-feira (20), após um acordo firmado entre a categoria e empresários do setor. Segundo informações repassadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), os trabalhadores terão reajuste salarial com ganho real de 5,5% e aumento no valor do auxílio-alimentação.
O acordo foi fechado durante uma negociação realizada no fim da manhã. Com o acerto, os trabalhadores devem retomar as atividades e o transporte dos funcionários das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Um dos principais pontos negociados foi o auxílio-alimentação para os motoristas, que passa de R$ 165 para R$ 500, segundo o sindicato. O benefício representa um aumento de R$ 335. Além disso, os salários de todos os trabalhadores da classe terão ganho real de 5,5% e aumento na cesta básica, que passa de R$ 503 pra R$ 520.
A categoria havia iniciado uma paralisação de 100% das atividades nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira, em protesto contra a proposta inicial de reajuste de 3% apresentada pelo setor patronal.
Paralisação
Durante a manhã, os trabalhadores se concentraram em 12 pontos de Manaus. A mobilização provocou impactos no deslocamento de funcionários para as fábricas do Distrito Industrial e gerou preocupação entre entidades ligadas ao setor produtivo.
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que a continuidade da paralisação poderia provocar redução ou até paralisação de linhas de produção, além de afetar o abastecimento das fábricas e o cumprimento de prazos.
Segundo a autarquia, o movimento já comprometia o deslocamento de trabalhadores para as empresas do Polo Industrial.
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) também havia alertado que a interrupção do transporte poderia afetar diretamente a produção. Segundo a entidade, algumas indústrias já enfrentavam paralisações de linhas devido à dificuldade de deslocamento dos funcionários.
O que os trabalhadores reivindicavam
Além de um reajuste salarial maior, a categoria cobrava redução da jornada de trabalho, aumento do auxílio-alimentação e melhorias nas condições de trabalho.
A proposta inicial de 3% apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento do Estado do Amazonas (Sifetran) havia sido rejeitada pelos trabalhadores.
Com o acordo firmado nesta quinta, o reajuste salarial de 5,5% e o aumento do auxílio-alimentação para R$ 520 foram os principais pontos definidos na negociação.
Pontos de mobilização
De acordo com o Sindespecial, os trabalhadores haviam se concentrado em pontos das zonas Sul, Leste, Norte, Oeste e Centro-Oeste de Manaus.
Entre os locais estavam trechos da Avenida Grande Circular, Bola da Suframa, Bola da Samsung, avenidas Max Teixeira e Torquato Tapajós, além da Avenida Pedro Teixeira, na altura do Sambódromo, e da cabeceira da Ponte Rio Negro.
Durante a paralisação, agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) foram deslocados para os pontos de bloqueio para orientar motoristas e organizar o trânsito.
Com o fim do movimento, a expectativa é de normalização gradual do transporte dos trabalhadores e da circulação para o Distrito Industrial.

