Trabalhadores do transporte especial de Manaus paralisaram, na manhã desta quinta-feira (20), as rotas que atendem o Distrito Industrial da capital. O movimento ocorre após a categoria rejeitar uma proposta de reajuste salarial de 3% apresentada pelas empresas do setor e afeta o deslocamento de funcionários do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), além do reajuste salarial, os trabalhadores reivindicam a redução da jornada de trabalho, melhorias no auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho.
A proposta foi apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento do Estado do Amazonas (Sifetran), mas não foi aceita pela categoria.
Um dos motoristas que participa da mobilização afirmou que os trabalhadores acumulam perdas salariais nos últimos anos e cobrou avanços nas negociações.
“A gente está parando para reivindicar o salário e, principalmente, a refeição do pessoal. O patronal não aceitou a nossa proposta e a gente está parando em todo canto, pedindo o apoio de todo mundo”, afirmou o motorista Antônio.
A paralisação também surpreendeu funcionários que dependem dos ônibus fretados para chegar às fábricas do Distrito Industrial. Francisco, que costuma embarcar às 5h, contou que recebeu informações sobre o movimento somente depois de chegar ao local de embarque.
“A gente bate o ponto 7h15, então esse momento já era para eu estar na empresa tomando café. Fomos surpreendidos por essa parada. Mandaram mensagem pedindo para a gente ter calma enquanto tentam ver uma solução, se vão pagar aplicativo ou outra coisa. Estamos só aguardando”, relatou.
Pontos de mobilização
De acordo com o Sindespecial, os trabalhadores estão mobilizados em 12 pontos de Manaus. Nas zonas Sul e Leste, os atos ocorrem em trechos da Avenida Grande Circular, na Bola da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e na Bola da Samsung, considerada pelo sindicato o principal ponto de concentração.
Na Zona Norte, os manifestantes estão reunidos nas avenidas Max Teixeira e Torquato Tapajós. A mobilização provoca reflexos no trânsito nas proximidades da fábrica TPV e do Baratão da Carne.
Já nas zonas Oeste e Centro-Oeste, os trabalhadores se concentram na Avenida Pedro Teixeira, na altura do Sambódromo, e na cabeceira da Ponte Rio Negro.
O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) informou que a paralisação não tem relação com a Prefeitura de Manaus. Segundo o órgão, o movimento ocorre em razão das reivindicações salariais da categoria junto às empresas responsáveis pelo transporte especial.
Ainda conforme o IMMU, agentes de trânsito foram deslocados para os pontos de bloqueio com o objetivo de orientar os motoristas e auxiliar na organização do tráfego.
A reportagem também procurou o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) para comentar os possíveis impactos da paralisação nas empresas do Distrito Industrial. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.ial, mas até a última atualização desta reportagem, não houve retorno. O espaço segue aberto.

