Dilma Cilene Lima Sampaio, de 54 anos, sobrevivente da chacina que deixou três pessoas mortas em Manaus, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela estava internada desde segunda-feira (17), quando foi atingida durante o ataque no bairro São Jorge, Zona Centro-Sul da capital.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Dilma está agora na enfermaria de uma unidade de saúde da capital amazonense. Ela permanece sob acompanhamento de uma equipe multiprofissional da rede estadual.
A chacina aconteceu na manhã da última segunda-feira (17). Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, Isabella Coelho Morais, de 29, e Guilherme Pereira Lima Filho, de 65, morreram. O principal suspeito do crime, Ezenilson Silva de Sousa foi preso ainda na segunda.
Dilma foi a quarta pessoa atingida durante o ataque e ficou gravemente ferida. Ela morava no térreo da residência onde o crime aconteceu.
Após a alta da UTI, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou que Dilma será ouvida pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) quando estiver em condições de prestar depoimento.
Como aconteceu a chacina
A chacina aconteceu na manhã de segunda-feira (17), em uma residência no bairro São Geraldo. Segundo a investigação, Ezenilson chegou ao imóvel por volta das 5h30, estacionou uma motocicleta em frente à casa e pulou o muro. O objetivo era pedir dinheiro a uma das vítimas para pagar uma dívida de R$ 19 mil com agiotas.
Ele permaneceu no local por cerca de duas horas e deixou a residência por volta das 7h. Nesse período, três pessoas foram mortas e uma mulher ficou ferida.
Os mortos são Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, Isabella Coelho Morais, de 29, e Guilherme Pereira Lima Filho, de 65 anos. A quarta vítima, identificada apenas como Dilma, foi socorrida e levada para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste de Manaus.
O que motivou o crime
A principal linha da investigação é de que o crime teve motivação financeira.
Segundo a polícia, Ezenilson foi até a residência para pedir dinheiro a Francisco, que era pastor e ex-sogro dele. O suspeito teria contraído uma dívida com agiotas.
Ainda de acordo com o delegado, houve um desentendimento depois que Francisco se recusou a entregar mais dinheiro ao suspeito.
“[Eles] tiveram um desentendimento porque esse pastor não quis lhe dar mais dinheiro e, segundo ele, ele perdeu a cabeça e matou esse pastor ainda dentro do seu próprio quarto”, afirmou Cunha.
Martelo usado no crime
Ezenilson afirmou à polícia que usou um martelo para atacar as vítimas. Segundo o delegado, o objeto foi jogado em um igarapé próximo à residência.
Durante a ação, o suspeito também encontrou um pequeno cofre com cerca de R$ 900, que pertencia a Francisco. Ele deixou o imóvel levando ainda os celulares de três vítimas e usava uma máscara de proteção para tentar evitar ser identificado.
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Como as vítimas foram encontradas
Os três corpos foram encontrados dentro da residência. Dois estavam em um quarto e o terceiro, no corredor da casa.
Um morador encontrou as vítimas e acionou a Polícia Militar pelo número 190. Os policiais foram até o endereço e confirmaram o crime.
A área foi isolada para o trabalho da perícia. O Instituto Médico Legal (IML) e o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foram acionados para os procedimentos.
A quarta vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.

