O Brasil volta a receber um confronto de Copa Davis depois de três anos, nesta sexta-feira (18) e sábado (19), diante da Suíça, pelo Grupo Mundial I. O palco será a Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O grande destaque do lado brasileiro é o retorno de João Fonseca, número 29 do mundo e principal tenista do país. Ele não joga desde agosto, quando abandonou o Masters 1000 de Cincinnati por lesão no abdômen, problema que também o tirou do US Open.
“Minha recuperação foi chata, obviamente gostaria de ter jogado o US Open. Muitas lesões este ano, voltei a treinar na semana passada e me senti bem dentro de quadra”, afirmou o carioca.
Fonseca ainda reforçou o peso da competição na sua carreira: “Todos sabem como a Copa Davis é importante pra mim. Desde o juvenil sempre me dediquei à Copa Davis, são uma das semanas mais importantes do ano.”
João Fonseca pode enfrentar Wawrinka pela primeira vez na carreira
O confronto mais aguardado do fim de semana está marcado para sábado: João Fonseca contra Stan Wawrinka, tricampeão de Grand Slam e ex-número 3 do mundo, hoje na 127ª posição do ranking.
Seria o primeiro jogo entre os dois tenistas, que têm 21 anos de diferença. Vale lembrar que a partida só será realizada caso Brasil ou Suíça não vençam todas as três rodadas anteriores do confronto.
O possível duelo ganha ainda mais simbolismo porque Wawrinka, aos 41 anos, vive sua temporada de despedida e se aposenta em outubro, no ATP 500 da Basileia. Coincidentemente, o atual campeão desse torneio é justamente João Fonseca.
Essa também será a última participação do suíço na Copa Davis, competição em que ele volta a defender o país após anos de ausência.
Confira a ordem completa dos confrontos
Sexta-feira (18), a partir das 15h
- João Fonseca x Dominic Stricker
- Gustavo Heide x Stan Wawrinka
Sábado (19), a partir das 14h
- Orlando Luz/Rafael Matos x Jakub Paul/Dominic Stricker
- João Fonseca x Stan Wawrinka
- Gustavo Heide x Dominic Stricker
Vence o confronto a equipe que conquistar três das cinco partidas. Além de Fonseca e Heide, o time brasileiro, comandado pelo capitão Jaime Oncins, conta ainda com Matheus Pucinelli e os duplistas Orlando Luz e Rafael Matos, campeões dos Masters 1000 de Montreal e Cincinnati em agosto.
Do lado suíço, além de Wawrinka, a equipe tem Jérôme Kym, Remy Bertola, Dominic Stricker e Jakub Paul.
O que está em jogo para as duas seleções
O vencedor do confronto garante vaga nos Qualifiers da Copa Davis de 2027, mantendo viva a chance de disputar o título na próxima temporada.
Já o perdedor será rebaixado ao Grupo Mundial II, o que representaria um retrocesso importante na trajetória das duas equipes na competição.
A partida será disputada em quadra dura coberta, piso escolhido pela equipe brasileira. Segundo o capitão Jaime Oncins, a quadra saiu conforme o planejado: “Ela está do jeito que pedimos: lenta. Os atletas sentiram e gostaram bastante da quadra.”
Histórico entre Brasil e Suíça na Copa Davis
As duas seleções se enfrentaram apenas duas vezes na história da competição, com uma vitória para cada lado.
O primeiro encontro foi em 1954, em Montreux, na Suíça, com vitória brasileira por 3 a 1, com a equipe formada por Robert Falkenburg, Armando Vieira e Fabio Guimarães.
O duelo mais recente aconteceu em 1992, em Genebra, também na Suíça, com triunfo dos donos da casa por 5 a 0. Agora, mais de três décadas depois, as equipes se reencontram, desta vez em solo brasileiro.
A última vez que o Brasil sediou um confronto da Copa Davis foi em 2023, em Florianópolis, quando a equipe derrotou a China por 4 a 0.
Ingressos, transmissão e como chegar à Farmasi Arena
Os ingressos estão à venda pelo site Ingresso Nacional, com valores a partir de R$ 200 nos setores superiores (Oeste, Leste, Norte e Sul).
Nos setores inferiores, os preços começam em R$ 445 (Oeste, Leste e Norte) e chegam a R$ 645 no setor Sul. Os valores estão sujeitos a alteração conforme disponibilidade e mudança de lote.
Quem não conseguir acompanhar presencialmente pode assistir aos jogos pela CazéTV (YouTube), detentora da transmissão oficial no Brasil.
Para chegar à arena, há opções de BRT (estações Parque Olímpico ou Rio2, linhas 50 e 52), Metrô Linha 4 até a estação Jardim Oceânico com integração ao BRT, ônibus municipais pela Avenida Abelardo Bueno (linhas 352, 613 e 881), além de estacionamento oficial com cerca de mil vagas para quem for de carro.

