A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) reuniu representantes de embaixadas de 14 países e da União Europeia na quarta-feira (16), em Brasília, para discutir a qualidade e a sanidade da proteína animal brasileira.
Os diplomatas fazem parte do grupo DAB (Diplomatas da Agricultura do Brasil). Segundo a CNA, a reunião teve como objetivo apresentar informações sobre a produção brasileira, os controles sanitários adotados no país e as medidas tomadas para atender às exigências europeias.
O encontro ocorreu em meio às novas exigências da UE para produtos de origem animal importados pelo bloco, que passaram a valer em 3 de setembro e envolvem o uso de antimicrobianos nos animais.
O presidente do DAB e adido agrícola da Embaixada da França, Pierre-Adrien Romon, destacou a participação das representações diplomáticas.
“É um momento especial. A quantidade de embaixadas aqui reunidas demonstra a relevância do assunto”, afirmou.
Romon afirmou ainda que as informações apresentadas serão compartilhadas com os respectivos países.
“Essa comunicação e o diálogo são importantes para a diplomacia agrícola. O conhecimento do assunto é fundamental e não podemos deixar de dialogar”, disse.
Para a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, o encontro serviu para esclarecer informações sobre a produção brasileira e manter o diálogo técnico com representantes internacionais.
“A conversa com o DAB sempre foi técnica e transparente. Já discutimos assuntos delicados e, dessa vez, buscamos esclarecer os fatos para o nosso público internacional”, frisou.
Segundo Sueme, a intenção da CNA não foi questionar o regulamento europeu, mas explicar o tema a partir de evidências científicas.
“A CNA, como representante dos produtores, defende o diálogo franco e técnico”, disse.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, também destacou a importância da negociação com os parceiros comerciais.
“Nosso país sempre buscou o diálogo, a negociação. Queremos que o sistema multilateral respeite as decisões de cada país, trabalhando sempre com a equivalência das medidas”, disse.
O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, explicou que a reunião também buscou apresentar aos países que compram produtos brasileiros a estrutura do sistema de defesa agropecuária do país e as medidas adotadas para cumprir as exigências europeias.
Já o coordenador de Produção Animal da CNA, João Paulo Franco, apresentou informações sobre a produção brasileira, com destaque para as boas práticas adotadas pelos produtores e os mecanismos de controle e certificação.
Além de representantes da UE, participaram diplomatas da Alemanha, Argentina, Austrália, China, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido, República Dominicana e Singapura.

