A Fórmula 1 anunciou nesta terça-feira, 13, seu retorno ao continente africano após 37 anos. O Grande Prêmio da África vai acontecer em Ruanda e está previsto para integrar o calendário da categoria a partir de 2030.
O acordo tem duração inicial de dez anos e vai promover a primeira corrida no continente desde 1993, a última havia sido no circuito de Kyalami, na África do Sul, e contou com vitória de Alain Prost (Williams), com Ayrton Senna (McLaren) em segundo e Mark Blundell (Ligier) completando o pódio.
“Hoje é um momento histórico para a Fórmula 1. Com a entrada de Ruanda no calendário a partir da próxima década, nosso esporte terá corridas em todos os continentes habitados, aproximando, como nunca antes, o Campeonato Mundial dos fãs em todo o mundo”, disse Stefano Domenicali, presidente e CEO da F1.
Um novo circuito será construído no distrito de Bugesera, localizado a cerca de 40 quilômetros ao sul da capital Kigali. A pista será desenvolvida de acordo com os padrões de Grau 1 da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), como parte de um projeto mais amplo de desenvolvimento esportivo, turístico, de infraestrutura e comercial liderado pelo Conselho de Desenvolvimento de Ruanda.
A novidade deve agradar um piloto em especial. Ao longo dos anos, o heptacampeão Lewis Hamilton tem defendido o retorno da F1 ao continente africano.
“Não quero deixar o esporte sem ter um Grande Prêmio lá, sem ter a chance de correr lá. Estou atrás deles”, falou Hamilton no início deste ano.
“Eles estão definindo algumas datas. Eu penso: ‘Caramba, posso estar ficando sem tempo’, então vou ficar por aqui um tempo até que isso aconteça [risos], porque seria incrível, visto que sou meio africano”, acrescentou o piloto da Ferrari, que terá 45 anos em 2030.

