O incêndio que atingiu dois prédios no Centro de Manaus, na manhã desta quinta-feira (15), estava confinado, mas ainda não havia sido extinto até a última atualização desta reportagem. Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Orleilso Muniz, 48 bombeiros e 12 viaturas foram mobilizados para combater as chamas e impedir que o fogo atingisse outros imóveis da região.
O incêndio começou por volta das 10h, na churrasqueira de um restaurante, e se espalhou para um prédio vizinho pela estrutura da coifa do estabelecimento, conforme apuração do g1. Não havia registro de feridos até o momento.
De acordo com Orleilso Muniz, as equipes continuavam atuando no local para controlar a ocorrência e evitar que o fogo se alastrasse. O comandante destacou que a principal preocupação era impedir que as chamas atingissem outras edificações, como ocorreu em um incêndio registrado em 2010, também no Centro da capital, que atingiu quase 60 imóveis.
Além do Corpo de Bombeiros, equipes da Polícia Militar foram mobilizadas para isolar a área. A fumaça intensa pôde ser vista de diferentes pontos de Manaus, e comerciantes fecharam as portas dos estabelecimentos por causa do risco provocado pelo incêndio.
A Rua Floriano Peixoto e um trecho da Rua Doutor Moreira, no sentido Praça da Polícia, foram interditados para veículos e pedestres.
Como o incêndio começou
Segundo apuração do g1, o fogo teve início na churrasqueira de um restaurante. As chamas teriam se espalhado para o prédio vizinho pela estrutura da coifa do estabelecimento.
O proprietário do restaurante, Jefferson Santos, levantou a hipótese de que o incêndio tenha começado durante o preparo de frango. Segundo ele, a gordura liberada pela carne teria contribuído para o aumento das chamas.
O comerciante afirmou que os funcionários tentaram controlar o fogo com um extintor, mas não conseguiram conter o incêndio. Ele também relatou que pessoas que estavam nas proximidades se mobilizaram para ajudar no combate às chamas.
Brigadistas de uma loja de eletrodomésticos e um bombeiro militar que estava de folga participaram da ação. A água utilizada no combate ao fogo foi fornecida por uma rede de lojas de varejo.
Jefferson, que trabalha no local há cerca de 25 anos, também relatou dificuldades durante o atendimento inicial e disse que pediu ajuda aos bombeiros.
As causas do incêndio ainda serão investigadas. Segundo o comandante-geral do CBMAM, entre as hipóteses estão problemas na rede elétrica e o manuseio inadequado de algum produto que possa ter provocado o início das chamas.
Prédio vizinho foi evacuado
O prédio residencial vizinho ao restaurante, o Edifício Ajuricaba, foi evacuado durante a ocorrência. De acordo com a síndica, Mônica Ferreira, todos os ocupantes foram retirados em segurança.
Ela informou que não havia registro de feridos e que os funcionários que permaneceram no local atuavam para ajudar a conter o avanço do fogo, jogando água na direção do imóvel atingido.
Até a última atualização desta reportagem, os bombeiros continuavam trabalhando no local. Embora o incêndio estivesse confinado, a ocorrência ainda não havia sido encerrada, e não havia previsão para o término dos trabalhos.

