Durante visita às estruturas do Complexo Azulão, no município de Silves (a 204 quilômetros de Manaus), o vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, destacou o potencial energético do estado. O empreendimento soma R$ 5,8 bilhões em investimentos na construção de três usinas termelétricas movidas a gás natural com capacidade de gerar energia elétrica suficiente para abastecer 3,7 milhões de residências.
“Estou aqui na condição de vice-governador, representando o governador Roberto Cidade para demonstrar a nossa satisfação com esse empreendimento, que vai levar energia para todo Brasil. Essa produção é algo significativo, significa estabilidade para o sistema energético brasileiro. É uma alegria poder colher os frutos que foram plantados lá atrás com a quebra do monopólio do gás, algo tão significativo e importante para o povo do Amazonas”, declarou o vice-governador.

Na ocasião, o vice-governador visitou a área administrativa, a Unidade de Tratamento de Gás Natural (UTG), a Turbina a Gás, a Turbina GT21 e a Caldeira de Recuperação, responsáveis pela geração de energia por meio da turbina a gás e pela estrutura de produção de vapor para geração de energia, respectivamente.
Também foram apresentados os sistemas de controle e monitoramento das operações direto da Sala de Controle, onde todos os equipamentos, máquinas e válvulas instalados no Complexo Azulão podem ser operados e monitorados remotamente. Esse sistema proporciona maior segurança e agilidade na operação do empreendimento.
O diretor de operações da Eneva-regional Norte, Alcio Adler destacou a importância da atuação do Governo do Amazonas para que o empreendimento pudesse ser instalado no interior do estado.


”Nenhuma empresa consegue fazer um empreendimento dessa magnitude sem que a gente tenha uma segurança jurídica, social e regulatória, que o Governo do Estado do Amazonas concedeu para a Eneva. Só conseguimos montar todo esse complexo, toda essa infraestrutura graças a essa parceria com o Governo do Estado, que foi fundamental para isso, desde a modificação das leis da exploração de gás, e do apoio e licenciamento ambiental”, assinalou.
Participaram da agenda os deputados Sinésio Campos e Professora Jacqueline, o secretário de Estado de Energia, Mineração e Gás, Ronney Peixoto.
Complexo Azulão

O Complexo Azulão é composto por dois empreendimentos complementares, implantados no mesmo sítio: UTE Azulão I, com foco em rápida disponibilidade de energia; e UTE Azulão II, que agrega maior eficiência energética ao empreendimento.
A Usina Termelétrica (UTE) Azulão I está em fase final de comissionamento, etapa essencial para garantir a segurança, confiabilidade e desempenho da planta antes do início da operação comercial. O projeto segue em conformidade com o cronograma previsto, que indica o início da operação comercial em agosto de 2026.
A entrada em operação da UTE Azulão I representa um reforço relevante para a segurança energética da região Norte, contribuindo para a estabilidade do sistema e para a diversificação da matriz elétrica nacional.
Por sua vez, a UTE Azulão II representa uma evolução importante do projeto, pois permitirá um uso mais eficiente do combustível, elevando a performance energética e reduzindo o consumo específico de gás natural por unidade de energia gerada.
A previsão de entrada em operação comercial da UTE Azulão II é julho de 2027, consolidando o Complexo Azulão como um ativo estratégico para o atendimento da demanda energética, com ganhos relevantes em eficiência, confiabilidade e sustentabilidade operacional.

Desenvolvimento
Desde a promulgação da Lei do Gás, em março de 2021, o Amazonas passou a ter um novo marco regulatório, abrindo o mercado estadual para competidores e atraindo investimentos privados. Com isso, projetos como o Complexo Azulão, operado pela Eneva, transformaram a realidade econômica de municípios do interior, especialmente Silves, que hoje sedia o maior projeto onshore de gás natural do país.
Desde então, o Estado tem reafirmado seu protagonismo na agenda energética do país e atraído investimentos estratégicos nacionais e internacionais. Nesse contexto, o Governo do Amazonas investe na expansão da infraestrutura energética que o consolida como um dos principais territórios estratégicos do setor.
Parceria com Cetam
A presença da indústria de gás também abriu espaço para formação técnica e profissional no interior. Em agosto de 2025, o Cetam realizou a formatura das primeiras turmas dos cursos técnicos criados para atender à nova demanda do setor.
Foram 81 alunos formados nos cursos de Técnico em Sistemas a Gás, Eletromecânica e Agropecuária, com carga horária de 800 horas, divididas em dois semestres. Todos foram selecionados por edital e receberam bolsa mensal de R$ 1.300,00, custeada pela Eneva. Do total, 27 egressos já foram contratados para atuar na empresa.
Paralelamente, o programa Elas Empreendedoras, desenvolvido pela Eneva, está qualificando mulheres do interior para abrir ou expandir seus próprios negócios. A iniciativa fortalece o empreendedorismo feminino e estimula a autonomia financeira em comunidades impactadas pela cadeia energética.

