A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), com apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM) e de órgãos da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente, deflagrou, na madrugada deste domingo (26/04), mais uma fase da operação Impacto nas zonas centro-oeste e leste de Manaus. Durante a ação, uma adega foi interditada, dois bares encerrados e um comerciante detido por suspeita de vender bebidas alcoólicas para adolescentes.
O comandante da 10ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), major Cordeiro, que esteve na coordenação da operação, informou que a ação teve como foco combater as atividades ilícitas em adegas, bares e os chamados “rolezinhos”. Toda a ação contou com a integração de policiais de companhias especializadas da Polícia Militar (PMAM), da Polícia Civil (PC-AM), do Corpo de Bombeiros (CBMAM), da Polícia Científica e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM).

“A Operação Impacto volta à área centro-sul e centro-oeste, combatendo a venda de entorpecentes e bebida alcoólica para menores e outras irregularidades”, reforçou o comandante.

Interdição e encerramentos
No bairro Alvorada, uma adega que já havia sido alvo da operação pela permanência e venda de bebidas alcoólicas para adolescentes foi lacrada por decisão do Juizado da Infância e Juventude Infracional (Jiji). Ainda na zona centro-oeste, outro bar foi encerrado e o proprietário detido por desvio de energia elétrica, após constatação da concessionária de energia.
“No primeiro ponto de interesse, a adega do Barroso foi lacrada por ordem judicial, em decorrência da nossa primeira operação, onde foram verificados 32 menores no estabelecimento consumindo bebida alcoólica”, informou o major Cordeiro.


Na zona leste, as equipes da Jiji, da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), e o Conselho Tutelar flagraram um adolescente de 17 anos consumindo bebida alcoólica e outra jovem de 17 anos. Ambos estavam desacompanhados.
A secretária executiva de Direitos da Criança e Adolescente da Sejusc, Rosalina Lobo, ressaltou a importância da integração entre os órgãos e os procedimentos adotados na operação.


“É fundamental que haja um trabalho pela proteção de crianças e adolescentes e um trabalho de responsabilização. Os órgãos da Rede de Proteção têm atuado em conjunto para evitar esse tipo de delito aqui na cidade e todos nós estamos trabalhando para manter a ordem e evitar essas circunstâncias aqui”, frisou a secretária executiva.
