A Operação Infiltrados, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelas corregedorias das polícias, prendeu nesta terça-feira (9) o chefe dos investigadores da Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes) de Campinas.
Ele é suspeito de integrar um esquema de colaboração com o Primeiro Comando da Capital (PCC), que incluía o vazamento de informações sigilosas e um plano para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco.
O papel da Dise no combate ao crime
A Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes) é uma unidade especializada da Polícia Civil focada exclusivamente no combate ao tráfico de drogas.
Diferente do policiamento ostensivo, o trabalho da Dise é predominantemente investigativo, buscando identificar não apenas pequenos vendedores, mas os grandes fornecedores e líderes das organizações criminosas.
A Dise é uma divisão do Denarc ( Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico), órgão de execução da Polícia Civil de São Paulo que tem
como objetivo executar ações de prevenção especializada, investigação e repressão da produção não autorizada e do tráfico ilícito de drogas no âmbito da Capital e,
excepcionalmente, nas demais localidades de São Paulo.
Atualmente, a Dise é composta por seis delegacias especializadas, espalhadas pelo estado.
Infiltração e extorsão
As investigações apontam que o investigador preso teria se reunido com criminosos às vésperas de operações importantes para repassar dados sensíveis.
Além dele, um ex-estagiário do MP foi detido sob a acusação de se infiltrar em promotorias de Campinas para identificar criminosos de alto poder aquisitivo e realizar extorsões em troca de proteção.
A ação é um desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White, visando desarticular a corrupção de agentes públicos pelo crime organizado.

