O TRANSamazônicaS – Festival de Teatro Trans da Amazônia – realiza, de quinta-feira a domingo (30/04 a 03/05), uma programação que reúne espetáculos e atividades formativas para o protagonismo de artistas trans e travestis. Com entrada gratuita e acessibilidade em Libras, as ações acontecem em diferentes espaços da cidade.
Realizado pela Kuma Espaço de Criação, o festival integra o projeto TRANSamazônicaS, contemplado pelo Edital Cultura Trans 2024, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, via Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.
Entre os destaques da programação está o espetáculo “Antígona Travesti”, com texto e direção de Renata Carvalho, que será apresentado nos dias 2 e 3 de maio, às 19h, no Teatro Gebes Medeiros, Centro de Manaus, trazendo uma releitura contemporânea da tragédia de Sófocles e transportando a narrativa grega para uma megalópole contemporânea. A montagem marca a primeira versão da obra construída com travestis e mulheres trans amazônidas, a partir de uma residência artística realizada na cidade, reunindo 17 artistas.
A programação também inclui outros espetáculos. No dia 30 de abril, às 19h, o Teatro Gebes Medeiros recebe “Deusa Profana”, solo de Randy Souza, que aborda vivências trans a partir de experiências de resistência e sobrevivência.


No dia 1º de maio, às 19h, na Cufa Amazonas, na avenida Joaquim Nabuco, 2274, Centro, será apresentado “As Aventuras da Madama Mimi”, com atuação de Nicka e direção de Francy Junior. O espetáculo combina humor e crítica social em uma narrativa para diferentes públicos.
Para a produtora e idealizadora do festival, Mariellen Kuma, a curadoria aposta na diversidade de experiências da cena trans. “Pensamos uma programação que evidencia a diversidade de narrativas e de corpos trans na Amazônia. O festival também se coloca como uma vitrine para que esses trabalhos possam circular e alcançar outros espaços”, afirmou.
Além das apresentações, o projeto também desenvolveu atividades formativas, como a aula aberta “Encontro Transpofágico”, conduzida por Renata Carvalho, abordando temas relacionados à representatividade e às práticas nas artes da cena.
Com uma programação que articula formação, criação e difusão, o TRANSamazônicaS contribui para o fortalecimento da arte trans na região e para a ampliação do acesso do público a produções contemporâneas.

