A expectativa é que o Dia dos Namorados movimente mais de R$22 bilhões no varejo brasileiro em 2026, com cerca de 93 milhões de consumidores indo às compras, segundo levantamento da CNDL e SPC Brasil. O ticket médio estimado é de R$238 por presente, com roupas, cosméticos, perfumes e calçados entre os itens mais procurados pelos brasileiros.
Análise da LWSA do histórico do período demonstra que pequenos e médios lojistas do ecommerce movimentaram quase metade desse valor, foram R$ 9,46 bilhões em vendas durante o período de Dia dos Namorados de 2025 nas plataformas Tray, Bagy, Bling e Cplug. O volume
representa crescimento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, com avanço no
número de pedidos (+8,5%), além do aumento do ticket médio (+4,11%).
“Notamos um fortalecimento do chamado ‘luxo acessível’ no dia dos Namorados, em que
consumidores optam por por itens aspiracionais de menor ticket, como perfumes, acessórios,
joias de entrada e produtos de beleza, sem abrir mão da experiência emocional da data, uma
tendência que deve seguir para este ano” explica Thiago Mazeto, Diretor da Tray e Bagy. “Há
também o crescimento do self-gifting, quando consumidores compram produtos para si mesmos
para participar da sazonalidade ou aproveitar promoções, impulsionando principalmente
categorias de auto-estima e bem estar”.
Entre os segmentos com maior destaque na sazonalidade estão moda, jóias e acessórios,
beleza, eletroeletrônicos, celulares e produtos ligados à experiência e lifestyle. Além disso,
campanhas focadas em kits personalizados e combos temáticos tiveram desempenho superior
em relação à venda isolada de produtos. As operações com entrega rápida, retirada em loja e
maior previsibilidade logística também apresentaram melhor desempenho nos dias próximos ao
Dia dos Namorados.
“O consumidor está cada vez mais conectado à experiência completa da compra. Neste ano,
existe ainda um cenário interessante com a proximidade entre o Dia dos Namorados e o início
da Copa do Mundo, o que pode impulsionar ainda mais categorias ligadas a entretenimento,
encontros em casa, presentes e experiências compartilhadas, além claro de itens esportivos e
de vestuário”, afirma Mazeto.
O social commerce também aparece entre os principais impulsionadores da sazonalidade. Com
o crescimento das compras por vídeos curtos, lives e plataformas integradas às redes sociais,
pequenos e médios lojistas passaram a ampliar a conversão diretamente nos canais de
conteúdo.
Os dados reforçam uma tendência importante para o varejo digital brasileiro: experiência,
conveniência e integração entre conteúdo e compra passaram a ter peso semelhante ao preço
na decisão de consumo.

