O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) em 2º turno ao superar Flávio Bolsonaro (PL).
Lula obteve mais de 50% dos votos, segundo divulgação parcial da apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na noite deste domingo (25).
Foi a primeira vez na história da República que quem saiu atrás no primeiro turno conseguiu virar no segundo.
Com 100% das urnas apuradas no 1º turno, Flávio tinha 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões.
Imprensa internacional repercute reeleição de Lula no Brasil
A imprensa internacional repercutiu a vitória do presidente Lula, reeleito no 2º turno das eleições no Brasil neste domingo (25). Em virada inédita, o petista obteve mais de 50% dos votos e conquistou o 4º mandato.
O New York Times destacou o resultado na manchete da edição online e afirmou que o “Brasil reelege Lula, rejeitando o filho de seu antecessor”, referindo-se a Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes do resultado ser anunciado, a publicação afirmou classificou a eleição no Brasil como “um teste do poder de Trump como articulador político”, lembrando que candidatos de direita alinhados aos EUA venceram as últimas eleições na região.
Também nos Estados Unidos, o Washington Post afirmou que a vitória de Lula no Brasil “interrompe a guinada à direita na América Latina”. A publicação afirma ainda que o presidente “completou um surpreendente retorno político neste domingo, derrotando o senador Flávio Bolsonaro para conquistar a reeleição”.
A BBC destacou que Lula foi eleito para o 4º mandato, derrotando Flávio Bolsonaro em uma votação acirrada e lembra que Flávio havia derrotado Lula no 1º turno. A rede britânica afirma ainda que a eleição “contrariou uma tendência mais ampla na América Latina, onde os eleitores puniram os governantes em exercício e se voltaram para a direita”.
Na América Latina, o La Nacion afirmou que Lula conseguiu “uma reviravolta após um segundo turno controverso e será presidente do Brasil pela 4ª vez”. A publicação afirma que Flávio Bolsonaro era favorito nas pesquisas e lembra que a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin de estender o horário de votação gerou questionamentos.
Já o Clarín destaca que Lula derrotou Flávio no 2º turno após ter perdido o 1º e destaca a diferença de três pontos percentuais. O atual presidente teve 51,7% dos votos enquanto Flávio Bolsonaro obteve 48,3%.
Quem é Lula
Aos 80 anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputa sua sétima eleição ao Palácio do Planalto neste ano com a intenção de garantir a segunda reeleição.
Nascido em Caetés, município de Pernambuco, Lula é o sétimo filho de uma família de oito irmãos. Quando fez sete anos migrou com a família para São Paulo. Alguns anos mais tarde, aos 15, fez um curso técnico de torneiro mecânico.
Sindicalista, o atual chefe do Executivo foi um dos criadores do PT em 1980. Ele foi eleito deputado federal em 1986 e fez parte da Assembleia Nacional Constituinte de 1987.
Lula disputou sua primeira eleição presidencial em 1989, quando foi derrotado no segundo turno por Fernando Collor de Mello (do então PRN). O petista também se candidatou em 1994 e 1998 — mas em ambos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) venceu em primeiro turno.
Em 2002, o petista voltou a disputar o Palácio do Planalto e foi eleito presidente em segundo turno diante de José Serra (PSDB). E em 2006 se reelegeu em disputa diante de seu atual vice, Geraldo Alckmin (então no PSDB). O petista fez sua sucessora, Dilma Rousseff, em 2010.
Lula foi preso em 2018, após ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. Naquele ano, Lula teve a candidatura ao Planalto indeferida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por entendimento baseado na Lei da Ficha Limpa.
Em 2019, ainda foi condenado pelos mesmos crimes no caso do Sítio de Atibaia. O petista ficou detido por 580 dias.
Em abril de 2021, teve todas as condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) o que o tornou novamente elegível.
Nas últimas eleições gerais, em 2022, Lula chegou ao seu terceiro mandato após derrotar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.

