Diplomatas brasileiros disseram considerar que a evolução do conflito no Oriente Médio mostra os Estados Unidos “totalmente perdidos” e “entrando em um atoleiro”, para ficar em duas expressões utilizadas por eles nas conversas.
O motivo principal para essa leitura é a percepção de que os americanos parecem ter julgado que bastaria decapitar a liderança do regime para que ele caísse, mas o que se nota é uma capacidade de resistência bem estruturada por parte do Irã.
Veem, inclusive, os iranianos indo para o “tudo ou nada” na reação e não há sinal algum de que os ataques até agora tenham conseguido influenciar a população contra o regime ou mesmo fortalecer a frágil oposição no país.
Há dúvidas, inclusive na diplomacia brasileira, se os americanos aguentariam mais de um mês de guerra, como anunciado nesta segunda-feira (2) pelo presidente Donald Trump, sem antes buscar uma negociação.
Não porque haveria risco de uma derrota militar, mas pelas implicações de um conflito estendido na política doméstica americana e nos impactos econômicos do conflito na economia mundial.
Diante desse cenário, a leitura é de que dois caminhos devem se abrir no curto prazo: ou uma intensificação dos ataques, de forma a liquidar de vez o Irã, ou um chamamento da Guarda Revolucionária do Irã para negociar.

