Os jogadores da seleção do Irã que disputarão a Copa do Mundo receberam vistos para entrar nos Estados Unidos, informou um funcionário da Casa Branca à Reuters nesta sexta-feira (5), apenas 10 dias antes da estreia da equipe em Los Angeles, em meio ao conflito entre os dois países.
O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, afirmou na noite de quinta (4) que a equipe ainda não havia recebido os vistos americanos, mas que estes foram concedidos durante a noite, segundo o funcionário da Casa Branca.
Teerã negociou, em cima da hora, a transferência da base da equipe do Arizona para Tijuana, no México, devido aos problemas com os vistos e à crescente pressão no Irã para que a presença da seleção nos Estados Unidos fosse mantida ao mínimo.
A chegada da equipe a Tijuana está prevista para a madrugada de domingo (7).
O Irã deve estrear no Grupo G em 15 de junho contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, onde também enfrentará a Bélgica antes de jogar contra o Egito em Seattle.
A guerra com o Irã transformou a Copa do Mundo — o maior evento esportivo global — em uma disputa geopolítica, com ambos os lados aparentemente utilizando o torneio para demonstrações de força política. Este é o primeiro Mundial, desde sua criação em 1930, em que um país anfitrião receberá uma nação com a qual está em guerra.
Os Estados Unidos nunca disseram formalmente que não queriam que a seleção iraniana permanecesse em seu território, afirmou o embaixador Pasandideh.
No entanto, o secretário de Estado Marco Rubio disse a parlamentares na terça-feira (2) que os Estados Unidos não permitiriam que o Irã incluísse em sua delegação para a Copa do Mundo indivíduos ligados à Guarda Revolucionária, um poderoso ramo das forças armadas iranianas.
Isso poderia se aplicar a vários jogadores da seleção iraniana que cumpriram o serviço militar obrigatório no grupo.

