Uma imagem de satélite capturada no último domingo (1º) mostra fumaça subindo de uma estação de radar perto da Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, onde dezenas de aviões americanos estão estacionados.
No local, uma tenda anteriormente usada para abrigar um sistema de radar de uma bateria THAAD próxima estava gravemente carbonizada e destroços estavam espalhados ao redor.
É um dos cinco locais de radar que a CNN identificou como tendo sido atingidos pelo Irã ou seus aliados. Esses radares são o coração das defesas aéreas dos EUA, detectando um míssil se aproximando e acionando os interceptores para abatê-lo.
Quatro dos locais abrigavam radares para baterias THAAD, um sistema interceptor de mísseis de alta tecnologia fabricado nos EUA, usado para interceptar e destruir mísseis balísticos em seu voo em direção aos alvos.
Esses sistemas, o radar transportável AN/TPY-2 também fabricado nos EUA, custam pouco menos de meio bilhão de dólares cada, de acordo com o orçamento da Agência de Defesa de Mísseis de 2025.
Uma imagem de satélite de janeiro da tenda perto da Base Aérea Príncipe Sultan mostrou que a antena do sistema de radar estava posicionada dentro dela, apontada para nordeste, em direção ao Irã.
Não ficou imediatamente claro se o radar estava presente no momento do ataque ou se o sistema anteriormente instalado ali pertencia aos Estados Unidos ou à Arábia Saudita.
Autoridades sauditas não responderam a perguntas sobre a propriedade do sistema, e um oficial de defesa dos EUA se recusou a comentar sobre o sistema, alegando segurança operacional.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

