Associados do Corinthians, que fazem parte do coletivo “Salvem o Corinthians”, protocolaram, nesta terça-feira (24), um pedido de intervenção judicial no clube. Com isso, o presidente Osmar Stabile seria afastado do cargo, enquanto um interventor seria nomeado para comandar a instituição.
Os sócios, apoiados por torcedores que também integram o movimento, alegam que o Corinthians atravessa uma crise financeira, administrativa, jurídica e política.
Entre os pontos apresentados à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo estão o suposto “sequestro político” do clube, gestões recentes com suspeitas ou irregularidades, contratos que pedem investigação, falta de transparência e a crise institucional recente.
Os autores argumentam que a Justiça pode intervir quando há ilegalidades, irregularidades administrativas ou crimes dentro da associação. Para isso, citam decisões do STF e o precedente de intervenção no Bahia, em 2013.
A informação foi divulgada inicialmente pelo ge.globo e confirmada pela Itatiaia e CNN Brasil.
Na última segunda-feira (23), por ampla maioria, o Conselho Deliberativo aprovou o afastamento de Romeu Tuma Júnior da presidência do órgão. No entanto, Tuma e outras alas do Parque São Jorge não reconhecem o movimento, por entenderem que a convocação da reunião por parte de Osmar Stabile fere o estatuto.
No início de dezembro de 2025, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para avaliar a possibilidade de intervenção judicial no Corinthians. O pedido partiu do promotor Cassio Conserino, que participou das investigações relacionadas ao uso do cartão corporativo por parte dos ex-presidentes Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo.

