A secretária de Estado de Saúde do Amazonas, Nayara Maksoud, defendeu, nesta segunda-feira (11/05), que o processo de regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) precisa considerar as diferentes realidades territoriais do país. A declaração foi feita durante a abertura do 11º Congresso Norte e Nordeste de Gestão Municipal do SUS, realizado em São Luís, no Maranhão.
O evento reúne gestores estaduais e municipais, além de representantes do Ministério da Saúde, para debater os desafios da regionalização diante das agendas estratégicas da Atenção Primária, Atenção Especializada, Vigilância em Saúde e Saúde Indígena.
Durante a programação, Nayara Maksoud destacou que as experiências compartilhadas entre os estados contribuem para a construção de soluções mais adequadas às especificidades de cada região brasileira.
“Quando observamos a organização das regionais de saúde, percebemos que cada território possui características e desafios próprios. A troca de experiências entre os gestores permite refletir sobre as diferentes realidades e fortalecer estratégias mais alinhadas às necessidades locais”, afirmou.
No primeiro dia do congresso, a secretária também mediou o painel sobre regionalização, com a participação de secretários do Ministério da Saúde. O debate abordou os desafios da organização regional da assistência, a integração entre os entes federativos e a construção de diretrizes nacionais voltadas ao fortalecimento do SUS.
Entre os temas discutidos estiveram os aspectos conceituais e normativos da regionalização, a consolidação das redes assistenciais e a necessidade de ampliar a articulação entre União, estados e municípios para garantir maior eficiência no atendimento à população.
Ao longo das discussões, Nayara Maksoud ressaltou a importância dos indicadores regionais para orientar o planejamento das políticas públicas de saúde, respeitando as particularidades de cada estado e as demandas específicas da população. A secretária observou ainda que estados com grandes extensões territoriais, como o Amazonas, enfrentam desafios próprios para garantir o acesso da população aos serviços de saúde.
A secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Luciana Tremembé, destacou que os desafios da assistência aos povos indígenas vão além da logística e do acesso aos serviços. Segundo ela, as políticas públicas precisam considerar também os aspectos culturais e as especificidades de cada povo indígena.
“Precisamos realmente conhecer por dentro como funciona a saúde indígena, as especificidades e as peculiaridades de cada povo. Não estamos falando apenas de questões geográficas, mas também de aspectos culturais que precisam ser respeitados dentro do cuidado em saúde”, declarou.
Também participaram do painel Ilano Almeida , secretário adjunto de Atenção Primária à Saúde (Saps/MS); Mariângela Simão, de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS); Rodrigo Oliveira, diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada (Deeqae/MS); e André Luis Bonifácio, diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa (DGIP/SE/MS).
O congresso também debateu a importância do fortalecimento da Vigilância em Saúde como instrumento essencial para proteção da população brasileira. Entre os pontos destacados estiveram a identificação das causas de doenças e agravos, a avaliação das intervenções em saúde com foco em equidade e eficiência, além do papel da vigilância na formulação de políticas públicas e no planejamento de ações estratégicas do SUS.
Na programação desta quinta-feira (12/05), Nayara Maksoud será palestrante na Mesa 5, dedicada ao debate sobre “O Papel das Regiões Norte e Nordeste na Consolidação do SUS – Do Singrar das Águas do Norte aos Beufors ventos do Nordeste: contribuições e participação do eixo Norte e Nordeste na construção das políticas públicas de saúde nas instâncias do SUS”.
Um dos principais objetivos do encontro é alinhar uma agenda nacional de apoio à construção da Política Nacional de Regionalização, fortalecendo a integração entre União, estados e municípios para ampliar a capacidade de resposta do SUS nos diferentes territórios do país.

