O Centro Estadual de Convivência da Família (CECF) 31 de Março, no Japiim, promoveu nesta quarta-feira (13/05) um dia voltado à campanha Maio Laranja, de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes com foco na conscientização. Foram realizadas palestras, rodas de conversa, panfletagens, oficinas e atividades educativas, voltadas para crianças, jovens, adultos e idosos da comunidade.
Anualmente, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Combate à Fome (Seas), adere à campanha de mobilização nacional, realizando um mês inteiro de atividades nos Centros Estaduais de Convivência da Família (CECFs) e do Idoso (Ceci).
Os sete centros sociais administrados pela Seas estão engajados na campanha que ganha maior visibilidade no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, realizado em 18 de maio, reforçando a importância da denúncia, da prevenção e do acolhimento às vítimas.
A diretora do CECF 31 de Março, Lene Vieira, destaca que o enfrentamento à violência sexual passa, antes de tudo, pela informação, cuja temática é tratada por todo o mês, diante do grande número de crianças e adolescentes que, em sua maioria, sofrem abusos por parte de familiares, decorrente da desestrutura familiar. “Nossos pedagogos e psicólogos fazem acompanhamento com escutas, dando orientações às crianças e adolescentes de como proceder diante de casos de abusos, oferecendo ferramentas para se protegerem, mostrando que a denúncia é o melhor caminho”, detalhou.

Participantes das turmas do funcional e pilates, cujas atividades são realizadas na quadra poliesportiva do Centro 31 de Março, participam da programação de hoje com panfletagem e palestra.
Rosineide Bentes Vieira, 64 anos, integrante do Grupo de Convivência Vida e Saúde, do 31 de Março, foi uma das participantes da ação. A idosa, que há quatro anos faz atividades no centro, entre às quais pilates, disse que o Maio Laranja é importante para conscientizar as famílias a cuidarem mais de seus filhos e netos. “Infelizmente, vemos muitos casos de abuso vindos por parte de quem deveria proteger e cuidar da criança, que são os parentes próximos, entre os quais, pais, padrastos e irmão”, afirma.

Céle Regina Nascimento, 73 anos, há dois anos no centro, realizando aulas de pilates, lamenta que os casos de abusos contra crianças e adolescentes sejam crescentes na comunidade e no estado como um todo. “Os funcionários do Centro de Convivência fazem a sua parte, dando esclarecimentos a pais, avós e responsáveis sobre redobrar os cuidados e ficarem atentos no comportamento de suas crianças”, diz.

Na parte da tarde, o centro realizou uma oficina de Confecção da Flor, símbolo da Campanha Maio Laranja, com integrantes do Grupo de Convivência Florescer.
A população pode denunciar casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes por meio do Disque 100, canal nacional gratuito e anônimo, que funciona 24 horas por dia.
De acordo com a coordenadora dos Centros de Convivência, Rita Abecassis, os espaços trabalham o tema o ano todo com seus frequentadores, porém, no mês de maio, as ações são intensificadas por conta da campanha nacional. “O reforço das políticas públicas e o envolvimento da sociedade tornam-se aliados indispensáveis na construção de uma rede de proteção mais eficaz, onde a informação, a prevenção e a denúncia caminham juntas para garantir a segurança e os direitos das crianças e adolescentes”, sintetiza.

