A nova fase da Polícia Federal (PF) na Compliance Zero mira a chamada “A Turma” com base em mensagens encontradas dos alvos com Luiz Phelipe Mourão, chamado de “Sicário” de Daniel Vorcaro.
O conteúdo periciado mostra como Mourão tinha acesso a informações sigilosas da PF e do MPF para usar a mando de Vorcaro.
A PF investiga que o grupo era usado pelo dono do Banco Master para ameaçar adversários, sendo definido como “organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos”.

“Sicário” mantinha contato com agentes da Polícia Federal que foram alvos da sexta fase da operação nesta quinta-feira (14), sendo um da ativa preso e outro aposentado alvo de buscas. Uma delegada da PF da ativa também foi alvo de busca e afastada do cargo.
A PF faz essa ligação: Mourão conseguia informações sigilosas dentro da PF e repassava para “A Turma”, com Vorcaro pai, Vorcaro filho e o cunhado Fabiano Zettel.
Em março, quando Daniel Vorcaro e Mourão foram presos, a PF detalhou a atuação deles: “a partir dessa metodologia o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”..
Ainda de acordo com a investigação, Mourão exercia papel central no grupo “A Turma”, cuja estrutura foi montada para realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de indivíduos considerados adversários do grupo, entre eles autoridades e jornalistas.
A defesa de Henrique Vorcaro ainda não se manifestou sobre a prisão.

