O dólar comercial apresentou leve queda na manhã desta sexta-feira (10/7) em comparação com o fechamento da quinta-feira (9/7), quando a moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,123. Na abertura do mercado, às 9h, o dólar foi negociado a R$ 5,119. Poucos minutos depois, às 9h03, a cotação recuou para R$ 5,110, demonstrando um movimento de oscilação moderada logo no início das negociações.
O desempenho da moeda é reflexo do cenário de incerteza que continua afetando os mercados internacionais. Entre os principais fatores está a decisão dos Estados Unidos de anunciar o fim do tratado de paz com o Irã, aumentando as preocupações de investidores quanto à possibilidade de uma intensificação dos conflitos na região. Esse ambiente de instabilidade costuma influenciar diretamente o mercado financeiro, elevando a cautela dos agentes econômicos e provocando oscilações nas taxas de câmbio.
Outro fator que chamou a atenção dos investidores foi a alta no preço do barril de petróleo, que alcançou US$ 76,89 às 8h30 desta sexta-feira. A valorização da commodity foi impulsionada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Como grande parte da produção mundial passa por essa região, qualquer interrupção no fluxo de exportações pode elevar os preços da matéria-prima e aumentar a volatilidade dos mercados globais.
No cenário interno, o funcionamento do mercado também sofreu influência do feriado da Revolução Constitucionalista de 1932, celebrado no estado de São Paulo, o que pode reduzir o volume de negociações ao longo do dia. Além disso, os investidores acompanham atentamente a divulgação dos dados da inflação de junho. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice registrou alta de 0,16%, resultado inferior ao esperado pelo mercado. Esse desempenho pode influenciar as expectativas em relação à política monetária e às próximas decisões sobre a taxa de juros, afetando o comportamento do câmbio e dos demais ativos financeiros.

