O governo brasileiro manifestou pesar pela passagem do tufão Maysak pelo sul da China e expressou solidariedade ao governo e ao povo chinês após o desastre, que deixou ao menos 11 mortos, mais de 331 feridos e provocou grandes danos materiais.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que “há registro de dezenas de mortos e feridos, além de expressivas perdas”, e colocou canais de plantão consular à disposição de brasileirosem situação de emergência.
O tufão Maysak atingiu a China na noite de segunda-feira (6), no horário local, com ventos de até 260 km/h.
Segundo a agência estatal Xinhua, mais de 4.855 casas foram danificadas na província de Hubei, importante polo industrial conhecido pela fabricação de automóveis.Play Video
Um dos locais mais atingidos foi a cidade de Huanggang. De acordo com a imprensa local, um homem de 30 anos foi sugado do apartamento onde morava, no 12º andar de um edifício, junto com parte de seus pertences, como sofá e armários um homem de 30 anos foi sugado do apartamento onde morava, no 12º andar de um edifício, junto com parte de seus pertences, como sofá e armários. Ele foi internado em uma unidade de terapia intensiva.
Na mesma cidade, a força dos ventos também deslocou caminhões pesados por até 30 metros. Já em Ezhou, cidade vizinha, um tornado foi registrado em vídeo, e cinco pessoas morreram.
As autoridades locais reconheceram as “enormes perdas causadas pelo desastre” e informaram que mais de 3 mil pessoas participaram das operações de resgate.
No sul da China, a cidade de Nanning, capital da região de Guangxi, elevou ao nível máximo o alerta para controle de enchentes após rios e reservatórios transbordarem com a passagem do tufão. Segundo a emissora estatal CCTV, a resposta de emergência para enchentes foi elevada do nível III para o nível I devido às “chuvas extremamente fortes”. Nanning tem cerca de 9 milhões de habitantes.
Tufão Maysak
Tornados são considerados raros na província de Hubei. O último registro foi em maio de 2021.
Segundo especialistas, o mau tempo em Hubei é resultado da sobreposição do tufão Maysak com a temporada de chuvas do início do verão. O episódio ocorre enquanto o sudoeste da China enfrenta graves inundações e poucos dias após um deslizamento de terra mortal atingir a província de Gansu, no noroeste do país.
Desde domingo (5), o tufão deixou mortos e desaparecidos em Guangxi. Mais de 600 pessoas ainda aguardavam evacuação na tarde de terça-feira (7), segundo informações das autoridades locais.
As chuvas associadas ao Maysak também quebraram recordes de precipitação em um período de 24 horas, inclusive na cidade de Hengzhou.
Em um vilarejo do município, as enchentes provocaram outro problema. Mais de 800 cobras escaparam de uma criação de serpentes após a propriedade ser inundada na segunda-feira (6). Vídeos publicados nas redes sociais mostravam os animais emergindo da água barrenta que tomou conta da comunidade.
Um morador foi picado e recebeu atendimento em um hospital. Cerca de 12 moradores formaram uma equipe para capturar as cobras. Embora muitas fossem serpentes aquáticas e cobras-rato, que não são peçonhentas, também havia exemplares do gênero Naja, considerado altamente venenoso.
Já o presidente chinês Xi Jinping pediu esforços totais nas operações de resgate e assistência, além do reassentamento das pessoas afetadas pelo desastre.

