Dados coletados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) mostram que os Estados Unidos representam apenas 6,5% do faturamento em exportações da Zona Franca de Manaus (ZFM), cujas vendas para o exterior equivale a somente 1,7% do faturamento do modelo. As informações apontam que menos de 0,11 do faturamento da ZFM estaria sujeito às novas tarifas impostas pela gestão de Donald Trump.
Dados da Sedecti também mostram que o Amazonas importa muito mais dos Estados Unidos do que exporta. Até junho deste ano, o estado comprou US$ 625 milhões em insumos norte-americanos, enquanto exportou cerca de US$ 37 milhões, uma diferença de aproximadamente 17 vezes.
“Ou seja, os EUA mantêm um superávit expressivo no comércio bilateral com a ZFM, o que significa que uma “guerra comercial” tende a ser mais desfavorável a eles e relativiza ainda mais qualquer efeito negativo à economia amazonense. Em resumo, o aumento de tarifas tem baixo potencial de impacto real sobre a economia da Zona Franca de Manaus”, completou a Sedecti.
Os EUA são quinto principal destino das exportações, atrás de Alemanha (US$ 130,4 milhões), China (US$ 69,6 milhões), Colômbia (US$ 58,8 milhões) e Argentina (US$ 52,8 milhões).
Entre os principais produtos amazonenses exportados para os EUA e que serão atingidos pela tarifa estão motocicletas de competição (US$ 14,1 milhões), peças e acessórios automotivos (US$ 4,7 milhões) e fibras ópticas (US$ 3 milhões).

