O píer provisório flutuante do Grupo Chibatão já recebeu todas as autorizações necessárias dos órgãos competentes para operar em Itacoatiara, no interior do Amazonas. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), a Marinha do Brasil, a Receita Federal e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) concluíram os processos de análise e concederam as permissões exigidas para o funcionamento da estrutura.
Com a etapa de regularização concluída e a estrutura física finalizada, o projeto avança agora para a fase de deslocamento do píer até Itacoatiara. A previsão é que a estrutura seja posicionada no município durante o mês de outubro, em um ponto estratégico para reforçar as operações logísticas do Amazonas durante o período de estiagem.
As autorizações concedidas asseguram a regularidade da operação do píer provisório, que está pronto para entrar em funcionamento após a conclusão do deslocamento e da instalação. A estrutura deverá atuar no apoio ao transporte de cargas destinadas à indústria, ao comércio, ao abastecimento e aos demais setores da economia regional.
Etapa decisiva
Para o diretor executivo do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis, a conclusão dos processos de autorização representa uma etapa fundamental para garantir alternativas logísticas diante dos desafios impostos pela estiagem e pela redução da navegabilidade dos rios da Amazônia.
“Estamos falando de uma estrutura que já está pronta, regularizada e preparada para cumprir seu papel no momento necessário. A conclusão das autorizações mostra que houve planejamento, responsabilidade e diálogo com os órgãos competentes. Na Amazônia, a logística precisa agir antes do problema, e é isso que o Grupo Chibatão vem fazendo”, afirmou.
O projeto tem como referência a experiência realizada em 2024, quando uma estrutura semelhante foi utilizada durante um dos períodos mais severos enfrentados pela navegação na região. Na ocasião, o píer auxiliou na manutenção do fluxo de mercadorias por meio de operações de transbordo e baldeação de cargas.
A iniciativa contribuiu para reduzir os impactos da estiagem sobre o abastecimento e para manter o atendimento às demandas do Polo Industrial de Manaus, do comércio e de outros segmentos da economia amazonense.
A experiência passou a ser considerada pelo Grupo Chibatão como uma alternativa de adaptação aos desafios logísticos da região. A forte dependência do transporte fluvial, as grandes distâncias e as variações naturais no nível dos rios tornam necessárias soluções capazes de garantir maior segurança e capacidade de resposta durante períodos críticos.
Segundo Jhony Fidelis, o investimento na estrutura também representa o compromisso da empresa com o desenvolvimento econômico do Amazonas e com a busca por alternativas para enfrentar os desafios da logística regional.
“O senhor Passarão sempre acreditou na Amazônia e teve coragem de investir aqui. Esse espírito empreendedor continua vivo no grupo. O píer provisório é uma solução que nasce desse compromisso: olhar para os desafios da nossa região, investir em estrutura e trabalhar para que a indústria, o comércio e a população não sejam prejudicados pela falta de alternativas logísticas”, destacou.
Órgãos e instituições envolvidos
A operação do píer provisório também conta com o diálogo e o apoio de instituições ligadas aos setores produtivo e logístico do Amazonas. Entre elas estão o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), empresas de navegação e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
Com a conclusão das autorizações e a estrutura física pronta, o próximo passo será o transporte e o posicionamento do píer em Itacoatiara. Após a instalação, a estrutura estará preparada para iniciar as operações caso as condições de navegabilidade exijam o reforço da logística regional.
Para o Grupo Chibatão, a antecipação é um dos principais fatores para reduzir os impactos causados pela estiagem. A estratégia busca garantir alternativas antes que as dificuldades de navegação comprometam o transporte de mercadorias e afetem setores essenciais da economia.
A expectativa é que a estrutura contribua para proteger o fluxo logístico do Amazonas e minimizar possíveis impactos sobre a indústria, o comércio, os empregos, o abastecimento e a economia regional durante os períodos de maior dificuldade na navegação.

