Um motim foi registrado na tarde desta terça-feira (1º) na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada na rodovia BR-174, na Zona Rural de Manaus.
Equipes de segurança foram mobilizadas para atender a situação na unidade. Membros da Defensoria Pública do Estado e do Ministério Público do Amazonas se dirigiram ao local.
Não há confirmação oficial se há reféns, mortos ou feridos.
Segundo apuração, o motivo do motim foi a mudança do horário de visitas, que passou de domingo para sexta-feira.
A ocorrência acontece cerca de quatro meses após a transferência de 71 policiais militares presos para a unidade. Eles foram transferidos do antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar, na Zona Norte de Manaus, para a UPPM, instalada na BR-174, após fuga de 23 detentos.
Na ocasião, a operação foi coordenada pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), em parceria com a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Mais de 100 agentes de segurança participaram da ação.
Saiba como é unidade prisional da PM para onde foram transferidos policiais presos no AM
Procurada sobre a dinâmica da confusão, o número de policiais envolvidos e se houve feridos ou prisões, a Polícia Militar do Amazonas não ofereceu retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
Nova unidade
A UPPM funciona no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
A unidade foi criada para substituir o antigo Núcleo Prisional da PM e passou a receber policiais militares presos, com estrutura própria de custódia.
A mudança ocorreu no dia 12 de maio, após a fuga de policiais militares do antigo Núcleo Prisional, registrada em fevereiro deste ano. Durante uma vistoria de rotina, a PM identificou a ausência dos detentos. Segundo a corporação, parte deles retornou espontaneamente e, no dia seguinte, a situação foi considerada regularizada.
O episódio motivou investigações e a prisão de policiais suspeitos de facilitar a saída dos detentos. O então responsável pelo Núcleo Prisional, major Galeno Edmilson de Souza Jales, também foi preso durante as investigações e posteriormente excluído da Polícia Militar.

